Embora o dinheiro físico ainda circule nalgumas carteiras mais tradicionais, a verdade inegável é que os pagamentos eletrónicos estão a dominar completamente o nosso quotidiano. Efetivamente, a tendência mundial de consumo indica claramente que, durante os próximos anos, as moedas e as notas vão desaparecer quase por completo das nossas vidas diárias. Assim darão lugar a um ecossistema financeiro puramente digital. Por isso, com o aumento brutal desta fantástica conveniência, surgem naturalmente novos desafios de segurança. Assim o mundo bancário prepara-se agora para uma das maiores revoluções de sempre na forma como validamos as nossas transações financeiras. Será o adeus ao PIN no Multibanco e um olá a um sistema mais inovador.
Pin no Multibanco: avulnerabilidade escondida no plástico tradicional
O motivo óbvio por trás do enorme sucesso dos pagamentos por cartão é a sua enorme conveniência e a extrema rapidez nas caixas de pagamento. Tens sempre à tua inteira disposição a quantia exata de dinheiro necessária para pagar. Tudo isto sem quaisquer complicações aborrecidas com trocos errados ou moedas perdidas no fundo das calças. Neste sentido, esta grande transição tecnológica também acarreta riscos muito sérios. Ao tratar-se de um elemento eletrónico, os criminosos têm desenvolvido diversas formas criativas e cada vez mais sofisticadas de tentar roubar o teu orçamento familiar.
Como resultado, os bancos viram-se obrigados a criar camadas extra de proteção. A principal é o clássico e familiar código numérico de quatro dígitos que introduzes obrigatoriamente no terminal. A introdução da tecnologia sem contacto veio facilitar ainda mais a nossa vida. Isto para compras de baixo valor, permitindo pagar contas mais pequenas sem qualquer tipo de validação de identidade. Contudo, se perderes o cartão na rua ou se fores alvo de um furto furtivo, qualquer pessoa mal-intencionada pode efetuar dezenas de pequenas compras. Tudo isto antes que tenhas o tempo necessário para cancelar a conta através da tua aplicação do telemóvel. O novo formato que os especialistas estão a desenvolver promete travar este tipo de roubo de oportunidade logo na primeira tentativa de pagamento.
A revolução biométrica vinda de França
Apesar de nos ter servido bem durante várias décadas de consumo, parece que o fim desta medida de proteção tradicional e envelhecida está incrivelmente próximo de acontecer. Por outro lado, a memorização de códigos numéricos tem falhas humanas evidentes. Na prática a tua palavra-passe pode cair nas mãos de alguém posicionado atrás de ti na fila do supermercado ou até descoberta através de complexas táticas de engenharia social. De facto, é exatamente para combater esta gigantesca vulnerabilidade que os três principais bancos de França já estão a testar e a desenvolver ativamente uma nova geração de ferramentas bancárias incrivelmente seguras que abandonam por completo a necessidade de digitares qualquer número.
Vários testes em curso
Desta forma, gigantes do mundo financeiro europeu como o BNP Paribas, o Crédit Agricole e a Société Générale estão a liderar ativamente esta corrida tecnológica, trabalhando de forma árdua no desenvolvimento e massificação de cartões equipados com leitores de impressões digitais perfeitamente incorporados. Adicionalmente, o funcionamento prático deste novo sistema futurista promete ser tão ou mais simples como o modelo atual a que já estás habituado. Em vez de inserires a fita magnética e digitares os teus números de segurança no teclado frequentemente sujo do datáfono, terás apenas de pousar o teu dedo suavemente sobre um pequeno sensor quadrado embutido no próprio plástico para aprovar instantaneamente a tua compra.
Paralelamente, este sistema maravilhosamente prático elimina por completo a necessidade de tocares em superfícies públicas muito manipuladas. Ou seja, junta a higiene essencial à mais alta segurança informática. Muitos utilizadores curiosos interrogam-se sobre como é sequer possível colocar tecnologia tão avançada e complexa num pedaço de plástico tão fino e flexível. Tudo sem que este precise de ser carregado numa tomada de parede. O grande truque de engenharia global reside no facto de o minúsculo chip biométrico não possuir absolutamente nenhuma bateria interna. A energia elétrica necessária para ativar o potente leitor de impressões digitais e processar a rápida verificação da tua identidade é extraída milagrosamente e de forma direta do próprio campo eletromagnético gerado pelo terminal da loja no exato milissegundo em que aproximas a tua mão.
Privacidade garantida e o fim das clonagens
Consequentemente, a chave absoluta do sucesso desta grande mudança tecnológica reside na garantia blindada de uma segurança quase infalível para as tuas poupanças. Assim sendo, enquanto os algarismos do teu código podem ser facilmente descifrados com software, clonados por caixas falsas ou roubados presencialmente, ninguém no mundo consegue replicar ou roubar a biometria da tua impressão digital no exato momento de pagar o jantar.
Em contrapartida, os consumidores habitualmente mais céticos em relação à privacidade dos seus dados corporais e biológicos mais íntimos não precisam de se preocupar minimamente com fugas de informação. A arquitetura inteligente deste sistema dita que o mapa único da tua impressão digital nunca sai fisicamente das entranhas do cartão de plástico. Tudo é processado, avaliado e totalmente trancado dentro do pequeno processador de hardware que andas no bolso. A instituição financeira apenas recebe no seu sistema central um pequeno sinal informático positivo ou negativo, que se limita a confirmar que o dono legítimo está ativamente a segurar o objeto naquele preciso instante, o que significa que esta informação pessoal nunca navega pela internet nem fica alojada em bases de dados perigosas.
Trata-se de uma verdadeira muralha de segurança local e inviolável que poderá assegurar rapidamente o sucesso estrondoso e a consequente adoção massiva por parte dos lojistas e do público em geral.










