A DIGI continua a crescer em Portugal, e aos poucos começa a atacar uma das zonas onde mais falta faz ter rede a sério: o Metro de Lisboa.
Os resultados mais recentes mostram uma evolução interessante, especialmente nas linhas Verde e Amarela, onde já é possível encontrar rede 2G, 4G e até 5G de forma consistente em vários percursos. Mas, como seria de esperar nesta fase, ainda há zonas onde o sinal desaparece por completo.
Há boas notícias… mas ainda não é perfeito
Segundo testes realizados no Metro de Lisboa por um dos nossos leitores mais entusiastas, a DIGI conseguiu garantir cobertura ao longo de dois percursos importantes:
- Linha Verde – Cais do Sodré até Campo Grande com rede 2G, 4G e 5G
- Linha Amarela – Campo Grande até Odivelas com rede 2G, 4G e 5G
Mas nem tudo correu bem.
Na Linha Azul, entre Marquês de Pombal e Baixa-Chiado, não foi encontrado qualquer sinal da rede móvel da DIGI. Ou seja, a operadora já começa a mostrar serviço em algumas zonas críticas, mas ainda está longe de ter uma cobertura subterrânea verdadeiramente sólida em Lisboa.
As frequências usadas mostram bem a estratégia
Os testes identificaram o seguinte cenário técnico:
- 2G em 900 MHz
- 4G em 900 MHz com 3 MHz e 1800 MHz com 10 MHz
- 5G em n78 com 40 MHz
Não foi identificada Carrier Aggregation no 4G durante estes testes, e isso ajuda a explicar parte dos resultados. Ainda assim, os números são bastante interessantes, especialmente no 5G.
Velocidades? O 5G já começa a impressionar
Nos testes de throughput, os resultados foram os seguintes:
- 4G B8 900 MHz – 27.27 Mbps de download e 4.73 Mbps de upload
- 4G B3 1800 MHz – 93.28 Mbps de download e 9.36 Mbps de upload
- 5G n78 – 585.2 Mbps de download e 37.9 Mbps de upload
O destaque vai, claro, para o 5G. Mais de 585 Mbps no Metro de Lisboa já é um valor muito interessante, especialmente para uma rede que ainda está em fase de crescimento e otimização.
Já o upload mais baixo no 4G poderá estar relacionado com interferências no uplink, algo que também foi apontado nos testes.
Convém olhar para o equipamento usado
Há também uma nota importante. O smartphone utilizado foi um realme X50 Pro 5G, um equipamento de 2020.
Isto significa que há limitações técnicas relevantes. O aparelho não suporta Carrier Aggregation em 5G, nem no upload do 4G, o que impede uma leitura completa de tudo aquilo que a rede poderia eventualmente oferecer em condições ideais.
Ou seja, os resultados já são bons, mas podem até estar abaixo do verdadeiro potencial da rede.
A DIGI está a mexer-se. E isso começa a notar-se
Durante muito tempo, a crítica à DIGI foi sempre a mesma: preços agressivos, sim, mas uma rede ainda longe do nível das rivais em zonas importantes.
Ora, o Metro de Lisboa é precisamente uma dessas zonas. E ver 5G ativo em percursos como Cais do Sodré até Campo Grande, ou Campo Grande até Odivelas, mostra que a operadora está mesmo a investir onde interessa.
Claro que ainda há falhas, como a ausência total de sinal em parte da Linha Azul. Mas a verdade é que a rede já não parece tão “verde” como parecia há alguns meses.
No final do dia, o mais importante é isto
A DIGI continua longe da perfeição, mas está claramente a evoluir. E quando começamos a ver resultados concretos em zonas subterrâneas, onde muitas operadoras ainda falham ou limitam bastante a experiência, é sinal de que há trabalho a ser feito.
Se a marca conseguir manter este ritmo de expansão e reforço, especialmente em Lisboa e no Porto, a conversa sobre cobertura vai começar a mudar muito depressa.








