Dyson lançou o quê? Boa pergunta. A Dyson tem uma capacidade impressionante para fazer produtos que parecem saídos de um filme de ficção científica. Mas, apesar de designs estranhos, são fáceis de perceber.
Ou seja, uns funcionam muito bem. Outros parecem estranhos até fazerem sentido. Mas, de vez em quando, há aqueles casos em que a primeira reação é mesmo perguntar… Mas isto serve para quê?
O novo HushJet Mini Cool entra precisamente nessa categoria. É pequeno, portátil, sem pás visíveis, tem ar de gadget vindo diretamente de um universo tipo Dune, e quer fazer uma coisa muito simples. Soprar ar para te refrescar sem fazer demasiado barulho.
É estranho? É. Mas é diferente e a ideia até faz sentido.
No fundo, o HushJet Mini Cool é a versão Dyson de uma ventoinha portátil. Só que em vez de parecer uma ventoinha banal comprada por 10 euros, parece um acessório futurista que alguém tirou de um laboratório demasiado ambicioso (e com cientistas bem estranhos).
Mais concretamente, a marca diz que o produto foi pensado para refrescar o utilizador durante várias horas, com menos ruído e com um formato mais discreto do que aquilo que normalmente encontramos neste tipo de categoria. Mas… Discreto? Onde!?
O problema é que a Dyson nunca faz nada de forma normal.
Sem hélices, com motor a sério e o ADN típico da marca
Como seria de esperar, isto não é uma ventoinha tradicional. Não há pás visíveis. Há um bocal próprio da marca, uma malha em formato de favo e um motor brushless a girar até às 65.000 rotações por minuto.
Segundo a Dyson, isto permite empurrar ar até 25 metros por segundo. Traduzindo… É muito vento para uma coisa tão pequena.
Também há cinco velocidades, incluindo um modo Boost, que naturalmente é o mais ruidoso. A marca promete ainda uma utilização mais silenciosa nos modos baixos, que é precisamente onde este tipo de produto tem de convencer. Porque se é para refrescar à custa de parecer um secador apontado à cara, então perdeu logo metade da graça.
A bateria não impressiona, mas chega para a ideia do produto
O HushJet Mini Cool traz uma bateria de 5.000 mAh, de facto a mesma do S26 Ultra. É carregada por USB-C, com promessa de até seis horas de utilização e cerca de três horas para carga completa.
Não são números absurdos, nem têm de ser. Afinal, isto não foi feito para sobreviver um fim de semana inteiro. Foi feito para te safar nas horas de maior calor, no transporte, num evento, numa caminhada, ou naquele momento em que o verão português decide castigar sem piedade.
Para esse tipo de utilização, parece suficiente.
O design é o maior trunfo. E também o maior problema.
Aqui está a parte engraçada. A Dyson vende este produto como um objeto pequeno, leve e elegante. E de facto, com 212 gramas, não parece nada exagerado. Mas o design continua a ser tão estranho que vai dividir opiniões em segundos.
Há quem ache isto brilhante. Há quem ache ridículo. E provavelmente ambos têm alguma razão.
Curiosamente, já esgotou! Até porque o preço até nem é absurdo. Especialmente para os padrões Dyson.
Nos Estados Unidos, o HushJet Mini Cool apareceu a 99 dólares.








