Como o meu colega Bruno Fonseca já noticiou, a Microsoft vai obrigar toda a gente, queira ou não, a atualizar para a versão 25H2 do Windows 11. Ou seja, mais concretamente, a Microsoft quer agora meter machine learning ao barulho para forçar a instalação do Windows 11 25H2 em milhões de computadores.
Isto é muito curioso, porque a mesma empresa que ainda anda a tentar convencer o mundo de que consegue meter ordem no Windows, e que anda a passar um mau bocado em 2026, quer agora confiar uma das partes mais sensíveis do sistema operativo a modelos que ainda são muito… imprevisíveis.
O plano é simples. Atualizar toda a gente, queira ou não!
A lógica da Microsoft é bastante direta e simples. O Windows 11 24H2, pelo menos nas versões Home e Pro, aproxima-se do fim do suporte oficial em outubro de 2026. Como tal, a gigante norte-americana quer começar a empurrar o 25H2 para essas máquinas de forma automática.
Mas, não quer deixar mesmo ninguém para trás, e tendo em conta o historial recente do Windows Update, isso também não tranquiliza ninguém. Sim, os utilizadores podem adiar o reinício ou escolher quando instalar a atualização, mas só até certo ponto. Tens de dar o salto e acabou.
O mais curioso é a confiança absurda na machine learning!
A Microsoft quer usar machine learning para decidir quando um PC está pronto para receber uma atualização importante do sistema operativo. O que é estar pronto? Ninguém sabe. É apenas outra forma de tentar meter inteligência artificial no Windows, com palavreado bonito e tranquilizador.
O problema é que o Windows já falha sozinho com alguma frequência. Não precisa de uma nova camada de decisão automática em cima.
Infelizmente, a Microsoft parece cada vez mais distante daquilo que os utilizadores realmente querem. As críticas sobem de tom todos os dias.
No fundo, este é o verdadeiro problema. O utilizador normal não quer uma atualização gerida por algoritmos. Não quer sentir que o PC está a ser preparado em silêncio para receber uma nova versão quando alguém em Redmond achar que chegou o momento ideal.
O utilizador quer uma coisa muito mais simples. Um computador estável, previsível e, acima de tudo, respeitado.
O Windows 11 já sofre por parecer demasiado invasivo. Esta decisão só reforça essa ideia. A Apple é muito melhor nesta componente, e agora que o Neo é uma realidade, e já não é preciso ser rico para ter um MacBook, rapidamente o jogo pode mudar.









