A Samsung anda há anos a tentar convencer o mercado de que a S Pen continua a ser uma parte importante da experiência Ultra. Mas, ao mesmo tempo, anda a retirar funcionalidades à caneta. O que é apenas e só estranho.
Aliás, se os rumores estiverem certos, a própria Samsung pode estar prestes a dar um profundo golpe numa das suas funcionalidades mais icónicas. Isto porque a marca poderá lançar um Galaxy S27 Pro muito semelhante ao Ultra, mas sem suporte para S Pen.
Ou seja, a estratégia originalmente pensada para 2026 vai ser reproveitada para 2027. Os modelos vão mudar, e a Samsung vai de facto apostar num smartphone Pro. Mas, se isso acontecer, a pergunta deixa de ser “quem quer a S Pen?”. Passa a ser “quem é que vai pagar mais só para ter a S Pen?”.
A S Pen ainda existe. Mas a verdade é que… Muito menos importante.
Sejamos honestos. A S Pen continua a ser curiosa, útil em alguns cenários e até diferenciadora num mercado onde quase tudo sabe ao mesmo. Mas também é verdade que já não tem o peso que teve noutros tempos.
Houve uma altura em que a caneta era uma forma muito real de separar a gama Note de tudo o resto. Tinha identidade, tinha funções próprias e dava ao utilizador a sensação de estar a comprar algo especial. Hoje? Continua a existir, sim. Mas já parece mais um hábito da Samsung do que uma necessidade real do mercado.
Aliás, fica a ideia de que a Samsung ainda não a tirou, porque os consumidores (mesmo aqueles que nunca a usam) iam pedir a cabeça dos executivos da gigante Sul-Coreana.
O pior que a Samsung pode fazer é isolar a S Pen?
É precisamente aqui que entra o tal Galaxy S27 Pro. À primeira vista, até parece uma boa ideia. Mais escolha, mais flexibilidade, um modelo muito premium sem a caneta para quem não quer saber disso. Parece lógico.
Mas na prática, isto pode ser um desastre para a S Pen.
Porquê? Porque enquanto a caneta fazia parte de um pacote completo, era mais fácil aceitá-la. Compravas o Ultra e vinham atrás muitas outras coisas. Melhor câmara, melhor ecrã, mais extras, mais aquele sentimento de “tenho tudo”. A S Pen era só mais uma peça dentro desse luxo.
Se a Samsung lançar um S27 Pro com 99% do que faz do Ultra um topo de gama, mas sem a caneta, então a S Pen passa a ser vista como um custo isolado. E isso muda completamente a conversa.
Ou seja, de repente, a S Pen deixa de ser bónus. Passa a ser imposto.
Por isso, como o mercado já não quer complicações. Mas sim o melhor pelo menor preço possível. O caso complica para a caneta. E de facto, também para o modelo Ultra.
Aliás, isto até pode ser ainda pior se a Samsung aproveitar a ausência da S Pen para melhorar outros detalhes. Mais bateria, menos espessura, menos compromissos internos, ou até um preço mais simpático. Aí sim, o Ultra fica mesmo numa posição desconfortável.
Porque deixa de ser “o melhor Galaxy”. Passa a ser “o Galaxy com caneta”. E isso é uma diferença brutal.







