Durante muito tempo, os portáteis gaming mais potentes viviam de uma lógica muito simples. Um CPU forte, uma gráfica dedicada minimamente séria, boa refrigeração e siga. Mas, nos últimos tempos, o mercado começou a mudar. A AMD andou a apostar forte em soluções com gráfica integrada cada vez mais impressionante, e isso obrigou a Intel a pensar de forma diferente sobre o que quer fazer no segmento premium.
Pois bem, ao que tudo indica, a resposta já está a caminho.
Ou seja, a próxima geração de chips Intel para portáteis topo de gama pode chegar com até 28 núcleos, foco total em performance bruta, e uma ideia muito clara por trás de todo o produto.
A Intel quer levar a fórmula HX mais longe
Portanto, os mais recentes rumores apontam para uma nova família Nova Lake HX pensada para portáteis de alto desempenho. E aqui o foco parece estar todo no lado do CPU. Mais núcleos, mais capacidade de escalar, mais largura de banda, e claro, mais condições para trabalhar em conjunto com gráficas dedicadas topo de gama.
Isto é importante porque mostra que a Intel não quer transformar estes chips numa espécie de compromisso híbrido para toda a gente. Quer fazer uma coisa muito específica. Um cérebro potente para máquinas gaming e de trabalho pesado que já vão ter uma GPU dedicada à altura.
28 núcleos num portátil já começa a meter respeito?
Segundo a fuga de informação, o modelo mais forte pode chegar com 8 núcleos de performance, 16 núcleos de eficiência e ainda 4 núcleos de baixo consumo no SoC. Ou seja, 28 núcleos no total.
Núcleos que podem trabalhar em conjunto, em várias workloads específicas.
É um salto interessante face ao que existe hoje. Mas mais do que o número bruto, o que interessa perceber é a direção. A Intel quer continuar a empurrar os portáteis HX para um território muito próximo da lógica desktop.
A gráfica integrada quase não interessa? Estranho em 2026, e isso também é uma mensagem.
Outro detalhe curioso está precisamente na parte gráfica. Ao que tudo indica, a iGPU destes chips será muito modesta, com apenas dois núcleos Xe. Ou seja, muito menos ambição no lado gráfico integrado do que aquilo que algumas rivais estão a preparar para produtos semelhantes.
Mas isso não é sinal de fraqueza. É sinal de foco!
A Intel parece estar a dizer uma coisa muito simples. Se compras um portátil HX, vais usá lo com uma gráfica dedicada. Logo, não faz sentido desperdiçar área, energia e orçamento de produção numa iGPU super musculada só para dizer que ela existe.
Isto também é uma resposta à AMD!
A AMD tem vindo a chamar muita atenção com chips cada vez mais capazes no lado gráfico e com soluções que tentam meter muito poder dentro de um único pacote. A Intel, ao que parece, quer responder de outra forma.
E ainda bem, que assim é. São abordagens diferentes, para consumidores diferentes.
O problema vai continuar a ser o preço…
Claro que há aqui uma questão que continua sempre a pairar no ar. Quanto vai custar tudo isto?
Porque uma coisa é meter 28 núcleos num portátil gaming no papel. Outra bem diferente é conseguir lançar máquinas equilibradas, com boa refrigeração, autonomia minimamente aceitável e preços que não entrem logo no território do absurdo.
E esse tem sido o problema de muito hardware recente. A tecnologia impressiona, mas depois chega ao mercado com etiquetas que fazem o consumidor normal dar dois passos atrás.
Por isso, sim, a Intel pode estar a preparar algo muito sério. Mas o sucesso real vai depender sempre daquilo que os fabricantes conseguirem meter à volta do chip, e claro, do valor final que vai parar à loja.








