Já deves ter reparado que se fala da PlayStation 6 quase todos os dias, ou pelo menos quase todas as semanas. Isto é um sinal claro de que a indústria se está a preparar para uma nova geração de consolas. Mas, esta deverá ser a mais diferente de sempre.
O mundo dos chips está, outra vez, no caos, e ao que tudo indica, depois de uma geração extremamente desapontante, a Microsoft pretende fazer as coisas de forma diferente, com consolas Xbox que vão saber mais a PC do que a consola. Aliás, é até provável que existam computadores no mercado, com o autocolante da Xbox, naquilo que vai ser um aproximar absurdo entre os dois mundos.
Mas, a Sony parece continuar no seu próprio caminho, com alguns extras. Afinal de contas, além da PlayStation 6, também deverá existir uma PlayStation Portátil. Esta última, eu acredito que vai ser lançada antes da consola de nova geração, fazendo uma espécie de ponte. Aliás, acho que vamos ouvir falar da consola, a partir da boca da própria Sony, ainda em 2026.
Este é o plano?
PlayStation 6: Qual é afinal o plano da Sony?
Portanto, durante meses, a conversa à volta da PlayStation 6 andou sempre no mesmo registo. Vai demorar.
Sim, já passaram quase 6 anos desde que a PS5 foi lançada. Mas, houve pandemia, o mercado está caro porque os chips continuam problemáticos, e como tal, as consolas estão a encarecer. Tudo isso é verdade. Mas a realidade pode ser bem mais interessante. A Sony pode já estar a preparar a transição para a próxima geração sem fazer grande barulho.
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A próxima geração pode já estar escondida dentro da atual?
IMAGEM
A Sony já começou a implementar coisinhas novas no software da PS5, que parecem ter como objetivo o que vem a seguir. Um bom exemplo disto mesmo está no “Power Saver Mode”, um modo que parece ter sido criado para jogar os mesmos exatos jogos, com menos recursos computacionais disponíveis.
Ou seja, aquilo que uma hipotética PS Portátil traria para cima da mesa.
Se isto for mesmo verdade, então a marca já não está apenas a testar ideias. Está a montar a infraestrutura da próxima geração.
Uma consola portátil começa a fazer (muito) sentido
As consolas de sala estão cada vez mais caras. O gaming portátil vive um dos melhores momentos dos últimos anos. A Nintendo continua a provar que existe procura real. A Valve abriu ainda mais o apetite do mercado. E a própria Sony sabe que não pode continuar a ignorar um espaço que já devia ter reconquistado há muito tempo.
Aliás, se a PS6 vier cara, como tanta gente teme, uma portátil forte e ligada ao mesmo ecossistema pode ser a forma mais inteligente de meter mais utilizadores dentro da família PlayStation sem lhes pedir logo uma fortuna à entrada.
Consegues imaginar uma PS Portátil capaz de jogar tudo aquilo que a PS5 tem para oferecer, bem como com capacidade de jogar jogos PS6 com a ajuda do streaming? Seria muito interessante, especialmente se chegar a um preço “justo”.
PlayGo pode ser o detalhe que confirma tudo
Outro pormenor muito interessante desta história está no PlayGo. A ideia é simples, mas muito importante. Cada consola descarrega apenas os ficheiros, texturas e dados que realmente precisa para o seu hardware específico.
Isto parece técnico e aborrecido no papel. Mas, na prática, é exatamente o tipo de ferramenta que tens de ter pronta antes de lançares uma nova família de consolas com perfis diferentes. Uma máquina de sala mais potente. Uma portátil mais limitada. Os mesmos jogos. Pacotes diferentes. Em suma, otimização real.
A Sony também quer tirar a PS5 do caminho?
A gigante japonesa não quer repetir o que fez com a PS4 e PS5. Agora não há pandemia, por isso, a geração anterior tem de sair de cena para deixar a nova brilhar.
Quando? Provavelmente 2027 ou 2028. Vamos começar a ver sinais de tudo isto ainda durante este ano de 2026.
A grande questão pode nem ser a data. Pode ser a estratégia.
No fundo, o mais interessante aqui nem é saber se a PS6 chega em 2027 ou 2028. O mais interessante é perceber que a Sony pode estar a abandonar a velha ideia de lançar só uma consola e pronto.
Desta vez, a jogada pode ser mais ambiciosa. Uma consola principal. Uma portátil no mesmo ecossistema. Ferramentas de desenvolvimento a pensar nisso desde já. Entregas de ficheiros mais inteligentes. Melhor gestão de energia. Compatibilidade mais preparada.









