Um router é daqueles equipamentos que muita gente só se lembra que existe quando a Internet começa a falhar. Ou seja, enquanto tudo funciona, ninguém quer saber. O problema é que, tal como qualquer outra peça de hardware, também envelhece. O que por sua vez significa que perde desempenho, fica desatualizado e, em alguns casos, torna-se mesmo um ponto fraco dentro de casa.
Mas aqui em Portugal há um detalhe importante! Ao contrário do que acontece em outros mercados, o router costuma vir incluído no serviço da operadora. Ou seja, na maioria dos casos nem tens de comprar um novo. Basta perceber se o equipamento já não está a acompanhar as necessidades e pedir a troca.
Isto a não ser que sejas muito exigente e precises de mais capacidade e funcionalidades. Mas, em Portugal, o router da operadora tem sempre de existir. Se quiseres um teu vais ter de o ligar ao que já está montado. Por isso, vale sempre a pena trocar o ponto de acesso primário.
De quanto em quanto tempo se deve trocar o router?
A resposta mais comum aponta para os 4 ou 5 anos.
Mas, em algumas casas pode até fazer sentido pensar nisso mais cedo, especialmente quando já tens muitos equipamentos ligados ao mesmo tempo, smart TVs, consolas, câmaras, aspiradores, smartphones, tablets e tudo o resto que hoje vive agarrado ao Wi-Fi.
Na prática, não existe uma data mágica. O que existe são sinais. Se o router aquece demasiado, reinicia sozinho, obriga a fazer resets com frequência ou parece já não conseguir entregar a velocidade contratada, então está a pedir reforma.
E sim, isto importa mais do que parece. Um router antigo pode não só limitar a tua velocidade, como também piorar a estabilidade da rede e criar problemas em zonas da casa onde antes até conseguias navegar sem grandes dramas. De facto, até pode ser um problema de segurança.
Em Portugal, o cenário é mais simples do que parece
Como o router é quase sempre fornecido pela operadora, o primeiro passo não deve ser correr para a loja. Deve ser ligar para a MEO, NOS, Vodafone ou DIGI e perceber se já tens direito a um equipamento mais recente. (Como é óbvio, tens de chorar um bocadinho, ao dizer que o mesmo anda a falhar).
Dito tudo isto, muitas vezes, especialmente em clientes antigos, o router ficou parado no tempo. E isto é curioso, porque há casos em que o tarifário evolui, a velocidade contratada sobe, mas o equipamento continua a ser o mesmo de há vários anos. Resultado? Estás a pagar por um serviço que o router nem sempre consegue acompanhar da melhor forma.
Além disso, se houver problemas frequentes de estabilidade, a operadora pode trocar o equipamento sem custos, ou pelo menos apresentar essa possibilidade no contexto de apoio técnico, renovação de fidelização ou alteração de pacote.
Os sinais de que o teu router já ficou para trás?
Se tens falhas de rede constantes, zonas mortas no Wi-Fi, lentidão absurda com vários dispositivos ligados ou dificuldade em manter chamadas de vídeo e streaming sem quebras, há uma boa hipótese de o router já não estar à altura.
Outro detalhe importante está na segurança. Tal como acontece com um smartphone, também os routers deixam de receber atualizações. Quando isso acontece, passam a ficar mais vulneráveis. E isto não é uma questão teórica. Um router sem suporte é uma porta mais aberta a problemas de segurança.
Depois há a questão da tecnologia. Um router antigo pode não suportar padrões mais recentes como Wi-Fi 6 ou Wi-Fi 7, e isso faz diferença. Não apenas na velocidade máxima, mas também na forma como gere muitos equipamentos ao mesmo tempo.
Vale a pena comprar um router novo?
Em Portugal, só em casos muito específicos. Se tens um serviço normal de operadora e o objetivo é ter uma rede estável em casa, a troca do equipamento fornecido pela própria operadora costuma ser a solução mais lógica.
Comprar um router próprio pode fazer sentido para utilizadores mais exigentes, casas grandes ou cenários onde o equipamento da operadora simplesmente não chega. Mas para a maioria das pessoas, o da operadora chega e sobra.
Conclusão
Se tens o mesmo router há 4 ou 5 anos, talvez esteja na altura de olhar para ele com outros olhos. Não porque vá deixar de funcionar amanhã, mas porque pode já não estar a funcionar como devia.








