Sim, os smartphones estão muito melhores, e para um consumidor comum ou pouco exigente, um smartphone de 300€ ou 400€ vai servir que nem uma luva, e até vai dar “vibes” de topo de gama. Mas, para um utilizador mais a sério, que goste de trocar de aplicações rapidamente, e mantê-las em memória, isso é para esquecer.
Ainda não estamos lá.
Smartphones: Não… Um gama-média (ainda) não chega!
Portanto, antes de começar, tenho de dar algum contexto. O meu smartphone do dia a dia é um iPhone 17 Pro, e ao longo das últimas semanas tive a oportunidade de testar Xiaomi 17 Ultra, Xiaomi 17, S26 Ultra, um Pixel 10a, e mais recentemente um Nothing Phone (4a) Pro.
Uma mão cheia de smartphones muito interessantes, todos eles capazes de passar a mensagem de que estão bem construídos e estão de facto prontos para tudo o que der e vier, mas… Não estão. Ou melhor, o Nothing Phone (4a) Pro de 569€ não está, e o Pixel 10a de 559€ também não está.
A análise ao Pixel 10a está aqui, e sendo baseado no Tensor G4 que dá vida à gama Pixel 9, podes desde logo tirar algumas conclusões quanto à performance e capacidade de multitasking.
Por sua vez, o mais recente modelo “Pro” da Nothing é um smartphone diferente, fora da caixa, e com uma qualidade de construção extremamente convincente. Afinal de contas, assim que sai da caixa, parece de facto um topo de gama. Aliás, parece mais bem feito que o Phone (3) do ano passado, um smartphone que chegou às prateleiras portuguesas acima dos 800€.
Mas… O aspeto não é tudo, e o SoC ainda não é capaz de ir ao encontro daquilo que eu, um “power user”, considero o suficiente.
Ou seja, eu faço o mesmo em todos os meus smartphones.
Streaming de música, Reddit, apps de comunicação, YouTube, algum gaming ligeiro, e claro, fotos ou vídeo. A questão é que… Faço tudo ao mesmo tempo. O pior? Detesto quando um smartphone tem um soluço, ou demora demasiado a abrir uma app.
Como seria de esperar, nenhum dos smartphones mencionados em cima teve problemas com a minha maneira de fazer as coisas, isto à exceção dos dois que já meti de parte. O que é uma pena, e demonstra como as coisas funcionam.
Houve uma altura em que os smartphones “acessíveis” estavam a ficar incríveis. Mas ainda há espaço para a gama alta.
Na altura da pandemia, era possível comprar smartphones quase inacreditáveis por pouco mais de 200€. Hoje em dia isso já não existe, ou é extremamente raro. O que é normal, muitas coisas mudaram ao longo dos últimos anos.
Uma das coisas que mudou foi o preço de aquisição. Mas, mesmo os gama média de 2026, que já andam a namoriscar os 500€, têm dificuldades em tarefas mais exigentes. O que é de facto uma pena.
É preciso gastar 1000€ ou mais?
Não, de facto não é necessário. Sim, os smartphones de 300€ ou 400€ não conseguem chegar ainda ao nível dos “grandes”. Mas, se quiseres ir uns níveis acima disto, tens vários aparelhos conhecidos como “quase topo de gama” que podem impressionar muito boa gente, e por isso mesmo, garantir vários anos de usabilidade sem stresses.
Um bom exemplo está na gama T da Xiaomi, como é o Xiaomi 15T, uma linha de aparelhos que deverá ser renovada dentro de alguns meses. Smartphones que começam à volta dos 500€ ou 600€, e que já apresentam tudo aquilo que um topo de gama deve trazer para cima da mesa. Sim, com alguns cortes, mas ligeiros, e que a grande maioria das pessoas não vai reparar.






