A Nothing está a passar por uma fase de renovação depois do grande falhanço do Phone (3) no ano passado, um smartphone pensado para ser topo de gama, mas que nunca chegou a ser tido como tal, porque falhava em vários aspetos e era, por isso mesmo, demasiado caro para o que de facto oferecia.
Uma fase de renovação que parece estar a correr muito bem com os novos Phone (4a) e (4a) Pro. Isto mesmo sem a existência de um hipotético modelo Phone (4), que deveria ser a bandeira da fabricante. Porquê? Porque esta é uma Nothing a voltar às suas origens, ao ser capaz de oferecer um produto de qualidade, a um preço decente, com um gigantesco foco no software de forma a oferecer algo um pouco diferente.
Aliás, o próprio fundador da Nothing afirmou, de forma muito pública, que a Nothing não precisa de lançar topos de gama todos os anos, porque é algo que não faz grande sentido, e a marca não precisa de fazer aquilo que as outras fazem.
E sim, nós até concordámos com Carl Pei na altura. Mas… É uma afirmação que não conta a história toda. A Nothing não lança algo superior ao Phone (4a) Pro porque não consegue. Ou melhor, até conseguia, mas seria um esforço financeiro sem retorno.
Nothing e smartphones de topo? Não é querer, é não conseguir
A Nothing mexe muito com a Internet, mas temos de ser muito honestos… Em termos de volume de vendas, ainda é uma marca muito pequena. Especialmente ao lado de Apple, Samsung, Xiaomi, Oppo, etc. Até a Google, que nem é das que vende mais smartphones dentro do ecossistema Android, tem um peso muito maior face à Nothing.
Isto significa que, quando a Nothing tenta negociar contratos com fabricantes de componentes, tem de pagar mais dinheiro, porque não tem acesso à mesma economia de escala das outras marcas. No fundo, é uma marca que tem de fazer muito mais com muito menos.
É injusto? Talvez, mas é assim que as coisas funcionam. Especialmente agora, que toda a indústria está pressionada com componentes cada vez mais caros, como é o caso da memória RAM.
Mas… Isto pode ser bom. Com mais dificuldades, estas marcas menos conhecidas têm de se focar na diferenciação, e menos nas especificações técnicas. Eu acho isto muito positivo.







