Caso não saibas, logo após o anúncio de que os preços dos combustíveis iriam subir novamente na próxima segunda-feira, apesar de ser uma subida bastante mais baixa face ao passado recente, o governo português anunciou um pacote de 150 milhões de euros por mês para tentar dar uma almofada ao problema. Parece muito dinheiro! O problema? Não é para ti.
As novas medidas focam-se em setores específicos como agricultura, bombeiros, taxistas e IPSS. Ou seja, áreas importantes, sem dúvida. Mas fica uma pergunta no ar. E o cidadão comum?
Em Espanha já existe “algo” para tentar ajudar o cidadão comum. O que é curioso, porque o ordenado mínimo e médio é bastante superior ao nosso. Em Portugal? Nada. É pagar e calar.
150 milhões por mês… mas para quem?
A ideia do Governo é simples. Ajudar setores considerados essenciais a lidar com os custos elevados dos combustíveis. Até aqui, tudo certo. O problema começa quando se percebe que não há qualquer alívio direto para quem todos os dias mete combustível no carro para ir trabalhar, levar os filhos à escola ou simplesmente viver a sua vida.
E baixar impostos? Nem pensar!
Uma das medidas mais faladas, e também mais pedidas porque seria muito similar ao que vimos em Espanha, era a descida do IVA nos combustíveis. Mas o Governo já veio dizer que não é necessária. Ora, isto levanta alguma frustração. Porque enquanto o preço sobe, o impacto sente-se em toda a economia. Transportes, alimentação, serviços… tudo.
Mas a solução não passa por aliviar diretamente quem está a suportar esse impacto todos os dias.
Aliás, as pessoas ainda não perceberam, mas vai tudo aumentar de forma muito significativa nas próximas semanas. Aqui estamos a falar dos enlatados, do leite, da água, do azeite… Tudo!
No fim do dia, a dúvida mantém-se
150 milhões por mês é muito dinheiro. Mas se não chega a quem mais precisa no dia a dia, o impacto real fica sempre aquém do esperado.









