Ainda te lembras do tempo em que o teu pai ou avô dizia “calma filho… isso vai ficar mais barato! Temos de esperar um bocado. Além disso, ainda não há jogos. Depois pode ser que o Pai Natal se lembre de ti, desde que te portes bem”.
Pois, se alguém na tua família te disser isto, sorri e acena, mas sempre com a ideia de que é uma profunda treta. Os tempos mudaram, e por isso mesmo, as consolas ficam é mais caras em vez de mais baratas.
Consolas mais caras em vez de mais baratas? Agora é assim!
Antigamente, era perfeitamente normal ver o preço de uma consola a descer à medida que o tempo avançava. Porquê? Porque se no início era caro, sendo exatamente por isso que a Sony e a Microsoft perdiam dinheiro em cada unidade vendida, rapidamente acontecia um efeito muito interessante a partir do primeiro ano após o lançamento do produto.
Ou seja, a produção ficava significativamente mais barata. Além disso, as marcas simplificavam toda a logística com o lançamento de novas revisões, ou até versões Slim ou Lite.
Hoje em dia? Bem… é para esquecer. Tudo serve de desculpa para aumentar os preços das consolas. Crises de chips, crises de memória, guerras que causam uma inflação absurda em todos os mercados, queda de valor da moeda japonesa, do dólar ou do euro.
Enfim… basta olhar para a PlayStation 5, que já subiu duas vezes ao longo dos anos e, ao que tudo indica, vai subir uma vez mais fruto da crise de memória e armazenamento interno que se vive a uma escala global. E isto numa geração que ainda nem sequer acabou, mas que já parece ter data de fim.
Isto pode ficar ainda pior com a nova geração!
Como deves saber, a nova geração de consolas está apontada a 2027 ou 2028. E, como é óbvio, nessa altura a crise de memória deve continuar bem viva. Por isso, encontrar uma PlayStation 6 a 700€ ou 800€ está longe de ser impossível. Pode ser até bastante provável.
Aliás, há quem aponte para os 900€… o que parece completamente contra aquilo que uma consola é, e deve sempre ser. Porque, no fundo, a consola sempre foi a forma mais acessível de entrar no mundo do gaming. Se isso desaparece, então estamos a falar de uma mudança de paradigma muito mais séria do que parece à primeira vista.






