A Samsung anda há anos a jogar pelo seguro com a gama Ultra. Algo que me irrita profundamente e, na verdade, é uma estratégia que já não resulta tão bem como antigamente junto dos consumidores. Mas há outra verdade difícil de ignorar. Mesmo sem grandes revoluções, o Galaxy S26 Ultra continua a ser um smartphone incrível no dia a dia.
Resumo de 2 minutos
Aqui é preciso algum contexto. Ou seja, como a Samsung me “baniu” de testar aparelhos Galaxy, já não tocava num smartphone Samsung em ambiente de teste desde o Galaxy S24 Ultra em 2024. Um smartphone que gostei, apesar de ser muito pouco diferente face ao S23 Ultra. Aliás, na minha opinião, o S23 Ultra foi o pináculo desta filosofia de design e produção de hardware da gigante sul-coreana.
Mas, apesar das poucas diferenças no hardware e design, a realidade é que o S26 Ultra se sente mais maduro. O software foi capaz de evoluir bastante ao longo destes últimos meses e, talvez mais importante que isso, além de maduro, sente-se mais poderoso e completo face aos demais rivais.
Se isso é problema das rivais da Samsung, ou trabalho bem feito por parte da marca responsável pelos smartphones Galaxy… não faço ideia, mas é a mensagem que este Ultra passa para o mercado. Especialmente para quem tem a chance de o testar.
E o design?

À primeira vista, parece mais do mesmo. Isso é inegável. Mas, quando o tens na mão, há diferenças. Não é só o software que está mais maduro. Toda a filosofia que dá origem aos Ultras da Samsung tem sido capaz de evoluir lentamente, mas seguramente.
Está mais fino, mais leve e, acima de tudo, mais confortável de usar. Continua a ser um monstro com quase 7 polegadas, mas já não parece um tijolo.
Ecrã com truque novo: privacidade!
Apesar de tudo e mais alguma coisa que a Samsung mete nos slides de marketing, a grande novidade está no ecrã. O chamado “Privacy Display” permite esconder o conteúdo do ecrã de olhares laterais.
Funciona? Sim. Mas está longe de ser uma película de privacidade como podes encontrar nas lojas. A pessoa imediatamente ao teu lado, se quiser, vê o que estás a fazer e lê as notificações. Claro que podes ativar o modo que leva a privacidade ao extremo, mas pagas essa funcionalidade com perda de qualidade de imagem, o que acaba por não compensar.
Mas, em cenários reais, vai de facto ser capaz de evitar olhares mais curiosos, e ainda bem que assim é. Gosto especialmente de ter as notificações com essa funcionalidade ligada.
Não é incrível e fantástico como muitos apregoam, mas é útil.
Performance de topo… Duh
É aqui que vais notar menos diferenças. Sim, é o Android mais rápido do mercado. Mas a realidade é que, de ano para ano, temos poucas mudanças. Mais 10% aqui, mais 7% ali. E no final do dia, vais notar… 0%. Não é um problema da Samsung, o mercado está assim, porque já estamos no pináculo daquilo que a produção de chips é capaz de fazer.
Dito tudo isto, jogos, multitasking, apps pesadas… não há nada que este smartphone não aguente. E com 7 anos de atualizações, é um investimento para durar.
IA em todo o lado… mas sem chatear!
A Samsung continua a apostar forte na inteligência artificial. Tens Gemini, automações, edição de imagem, sugestões inteligentes… está tudo lá.
Mas o mais interessante nem é o que faz. É o que não faz.
Não se mete no caminho. E é isto que eu quero. Eu sei que ele faz. Mas não quero estar sempre a ver coisas baseadas em IA no meu dia-a-dia.
Bateria igual, mas melhor, e com carregamento mais rápido
A bateria é a mesma, mas o telemóvel está mais eficiente. Dura mais. Além disso, carrega mais rapidamente. Um bom upgrade.
Câmara continua forte… mas longe de impressionar






As fotos continuam boas. Mas, muito honestamente, iguais há várias gerações. É aqui que a Samsung anda a perder o comboio, apesar de ainda ser referência no lado Android da coisa.
Isto é normal. O sistema é praticamente o mesmo. 200MP principal, zooms dedicados, ultra grande angular… tudo competente. Os resultados são bons, especialmente em baixa luz e vídeo. Mas já não há aquele efeito “wow”.
Pequenos detalhes que fazem diferença?
As vibrações estão melhores. Mais precisas, mais refinadas.
O software está mais polido. O desempenho é consistente em tudo.
É aquele conjunto de pequenos ajustes que não fazem títulos de jornais… mas fazem diferença no uso diário.
No fim do dia… é isso que importa!
O Galaxy S26 Ultra não é revolucionário. Nem tenta ser. É rápido e bonito, é sobretudo sólido e faz tudo bem feito.
É dos poucos que não falha em quase nada.













