Sim, existem muitas queixas de que o mundo dos smartphones está “paradinho”. Mas a realidade é que existem, de facto, mudanças de um ano para o outro. Mais velocidade, maiores níveis de eficiência, uso de materiais mais exóticos, etc… As mudanças podem não ser notórias, mas estão lá.
Pois… Agora vamos notar, e bem, o volte-face. Ou seja, designs do passado e componentes “antigos” vão voltar, porque tudo está significativamente mais caro.
Estamos mesmo a voltar atrás? Sim.
Segundo novos rumores, várias fabricantes estão a preparar mudanças que, há poucos anos, seriam impensáveis. Vamos voltar às notches em forma de gota de água, ecrãs a 90Hz e materiais menos premium como o plástico.
Sim… voltamos a falar daqueles designs de 2017. Que, muito honestamente, não deixam grandes saudades. Aliás, é um design que foi rapidamente abandonado, porque era de facto muito “low-cost” (leia-se FEIO), e claro, surgiram os furos no ecrã e margens mais reduzidas logo a seguir.
Mas… não fica por aqui.
Menos RAM, mais limitações
Vamos ver menos memória RAM e menos armazenamento interno nos próximos smartphones. O aumento brutal no custo da DRAM e do armazenamento está a obrigar as fabricantes a cortar onde dói menos. Ou melhor, onde acham que dói menos.
Assim, configurações com 8GB de RAM podem tornar-se o novo normal, enquanto modelos mais baratos podem cair para 4GB ou 6GB.
Ao mesmo tempo, há quem diga que o regresso do suporte para cartões microSD pode ser uma forma de compensar esta limitação. Ou seja, menos memória interna, mas mais flexibilidade para o utilizador.
Ecrãs piores… e mais baratos
Outro corte claro está nos ecrãs. Os 120Hz tornaram-se praticamente standard nos últimos anos, até em gamas mais acessíveis. Mas isso também custa dinheiro. Dinheiro que pode ser utilizado em sítios mais importantes.
Por isso, os painéis a 90Hz, que já tinham desaparecido do radar, podem voltar. São mais baratos de produzir e consomem menos recursos. Para as marcas, faz todo o sentido.
Para o consumidor? Nem por isso.
Materiais mais baratos também entram na equação
Não é só no interior que se vai poupar. Há também planos para trocar alumínio por plástico em alguns modelos.
Mais barato, mais leve, mais fácil de produzir. Mas também menos premium, menos resistente e com menos aquela sensação de produto topo de gama que muitos procuram.
Mais uma vez, faz sentido para as contas das empresas. Mas não para quem paga.
Há algum lado positivo?
Se houver, é pequeno. Com menos recursos disponíveis, os developers podem ser obrigados a otimizar melhor as apps. Menos desperdício, menos código pesado, mais eficiência.
Mas isto é olhar para o copo meio cheio de uma situação que, no geral, é negativa.









