Os próximos smartphones topo de gama Android estão a preparar um salto interessante em performance… mas há um problema. Para ganhar em potência, podem perder na qualidade no lado das câmaras. O que é estranho, porque é aqui que várias fabricantes têm vindo a apostar forte e feio, de forma a saltar à vista dos consumidores.
Mais RAM, mais armazenamento… Tudo mais caro!

Segundo os rumores mais recentes, os novos equipamentos com o Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro estão a ser testados com configurações muito agressivas. Mais concretamente, 16GB de memória RAM LPDDR6 e 1TB de armazenamento UFS 5.0. Muita e boa memória! O problema? Este hardware é caro. É um absurdo de caro.
E quando hardware fica assim tão caro, algo tem de ceder.
A vítima vai ser a câmara?
Basicamente, as fabricantes podem ter de tirar de um lado para meter no outro, e ao que tudo indica, podem optar por não investir tanto na qualidade de imagem em alguns modelos de topo.
Mas… Calma. Isto não significa câmaras más.
Significa sim que, em vez de grandes saltos, vamos ver os sensores e por isso mesmo resultados semelhantes, ou ligeiramente abaixo do atual. Ou seja, mais performance geral… mas menos foco na fotografia.
Isto é realmente um problema?
Depende. A verdade é que muitas marcas já reutilizam sensores entre gerações. Samsung, Apple, Google… isto não é novidade.
O que muda, na maioria dos casos, é o software e o processamento de imagem.
Por isso, mesmo com menos investimento em hardware ou fotografia computacional, a experiência final pode continuar a ser boa. Mas, estamos a falar de smartphones cada vez mais caros. E quando pagas a sério, esperas o melhor em tudo.
Há alternativas mais equilibradas!
Curiosamente, a própria Qualcomm pode ajudar a equilibrar isto.
Os fabricantes terão liberdade para usar combinações mais “antigas”, como LPDDR5X e UFS 4.1, mantendo custos mais controlados.
Ou seja, nem todos os flagships vão seguir esta tendência extrema.








