Onze gigantes da tecnologia e grandes retalhistas assinaram uma nova iniciativa contra fraudes, mesmo a tempo de uma cimeira global das Nações Unidas sobre o tema. O Acordo da Indústria contra Esquemas e Fraudes Online reconhece o uso cada vez maior de Inteligência Artificial por parte de redes criminosas para criar esquemas muito mais convincentes. Consequentemente, este pacto estabelece um compromisso de cooperação sem precedentes entre as empresas para combater esta ameaça das fraudes online.
Fraudes online: os gigantes que assinaram o acordo
Os relatórios apontam para onze signatários até ao momento. A lista inclui nomes de peso como a Google, Microsoft, LinkedIn, Meta, Amazon, OpenAI, Adobe, Pinterest, Target, Levi Strauss & Co. e o Match Group, que detém aplicações como o Tinder e o Hinge.
Por conseguinte, os responsáveis da equipa de confiança e segurança da Google já vieram a público sublinhar que nenhuma empresa consegue resolver este problema sozinha, sendo absolutamente necessária a união de toda a indústria para enfrentar as fraudes de forma coletiva e eficaz.
Os quatro pilares da iniciativa
De modo a estruturar esta frente unida, a iniciativa traçou quatro objetivos principais:
Prevenção: Desenvolver e implementar ações proativas para travar as fraudes na origem. Isto inclui funcionalidades de segurança robustas, sistemas de deteção baseados em IA e políticas de utilização extremamente claras para te proteger.
Cooperação e aprendizagem coletiva: Aumentar a colaboração e a partilha legal de informações entre a indústria e as autoridades. Deste modo, pretende-se identificar fraudes financeiras rapidamente, proteger os consumidores e melhorar a compreensão conjunta sobre as ameaças em constante evolução.
Resiliência: Apoiar a transformação digital segura e a implementação de ferramentas defensivas de ponta. Assim sendo, as empresas poderão dar respostas rápidas e proporcionais a novas táticas dos criminosos cibernéticos.
Sensibilização do público: Envolver todas as partes em esforços partilhados para educar o público. O grande objetivo é aumentar a literacia digital e ensinar-te as melhores formas de te protegeres contra a manipulação e o engano.
O custo das fraudes e o mistério da Apple
Por outro lado, o documento oficial destaca que partilhar informações sobre novas técnicas de fraude entre as tecnológicas e os retalhistas será vital para combater um problema que cresce a olhos vistos. Atualmente, estima-se que estas atividades ilícitas custem aos consumidores uns impressionantes 442 mil milhões de dólares por ano.
Contudo, ainda não se sabe exatamente por que motivo a Apple não assinou o acordo. É bastante possível que a Apple Intelligence seja, de momento, um serviço demasiado recente e limitado para ser explorado de forma massiva pelos criminosos. No entanto teremos de aguardar para ver se a marca se junta a esta frente unida no futuro próximo.









