A instabilidade geopolítica no Médio Oriente está a transformar-se rapidamente numa ameaça real para as tuas finanças pessoais. Devido ao conflito armado no Irão, as taxas Euribor sofreram um aumento súbito e, como consequência direta, vais sentir um agravamento na prestação do teu crédito à habitação já a partir do próximo mês de abril como relata o jornal Eco.
Prestação da casa: o impacto do petróleo na tua carteira
Primeiramente, é importante perceberes que o choque petrolífero decorrente da guerra está a gerar um receio global de nova escalada da inflação. Por causa disso, os mercados financeiros já estão a antecipar que o Banco Central Europeu (BCE) suba as taxas de juro para controlar os preços. Adicionalmente, esta incerteza fez com que o preço do barril de petróleo disparasse, influenciando toda a cadeia económica.
Embora se esperasse uma estabilização dos juros durante este ano, o cenário mudou drasticamente. Atualmente, os investidores já apontam para pelo menos duas subidas de 25 pontos base por parte do BCE, o que coloca uma pressão adicional sobre as famílias portuguesas que têm empréstimos com taxa variável.
Euribor em máximos históricos de curto prazo
Em virtude desta crise, as taxas Euribor atingiram valores que não víamos há praticamente um ano. Para teres uma noção da gravidade, a Euribor a 12 meses registou recentemente o maior salto diário dos últimos 18 anos. Além disso, as taxas a três e seis meses também aceleraram, atingindo ritmos de crescimento que não eram vistos desde a crise bancária de 2023.
Quanto vais pagar a mais por mês?
Se o teu contrato de crédito à habitação tiver revisão marcada para o próximo mês, é quase certo que vais pagar mais. Considerando um empréstimo padrão de 150 mil euros a 30 anos (com um spread de 1%), estas são as previsões de subida:
Euribor a 3 meses: A tua prestação deve subir para os 637 euros.
a 6 meses: Prepara-te para pagar cerca de 645 euros, o que representa um aumento de quase cinco euros face ao valor que pagavas desde outubro.
Euribor a 12 meses: Esta será a subida mais pesada, com a mensalidade a chegar aos 660 euros (mais 5,5 euros mensais).
Em conclusão, tudo depende agora da duração do conflito e da estabilidade do preço do petróleo. Apesar de algumas declarações políticas terem ajudado a aliviar momentaneamente o preço do barril, a verdade é que a volatilidade continua alta e os bancos já estão a refletir esse risco no preço do dinheiro.
Fonte: Eco (Alberto Teixeira)









