Pessoalmente nunca acreditei muito nos rumores a apontar para um adiamento da PlayStation 6 devido à crise de memória que se vive no mercado. Sim, está tudo muito mais caro, e isto vai obviamente influenciar o preço da consola quando finalmente chegar ao mercado.
Mas… seria muito mais caro rasgar os contratos já assinados do que pagar mais euros por cada chip de memória. Aliás, esses contratos seriam responsabilidade exclusiva da Sony, enquanto o aumento de preço da consola é algo que, muito provavelmente, vai acabar por cair em cima das nossas cabeças.
Ou seja, se houver um aumento de custos, ele vai existir na mesma. A diferença é simples: ou a Sony paga, ou nós pagamos, e como deves saber, calha quase sempre ao mesmo (nós).
PS6 chega ao mercado em 2027. Vai ser um salto brutal!
Apesar dos rumores de atrasos, tudo indica que a Sony continua a preparar a próxima geração de consolas dentro do calendário previsto. Um novo relatório aponta que a PlayStation 6 continua em rota para entrar em produção em massa durante 2027, o que encaixa num possível lançamento no final desse ano ou no início de 2028.
A informação surge através do canal Moore’s Law is Dead, que afirma ter fontes dentro da indústria e acesso a detalhes sobre os planos atuais da Sony.
Produção em massa pode arrancar já em 2027!
Segundo o relatório, a Sony já tem acordos assinados com parceiros como a AMD e a TSMC para o desenvolvimento e produção do hardware da próxima consola. Isso significa que a produção em massa pode começar já na primeira metade de 2027.
Caso contrário, a Sony tem de pagar. E tem de pagar muito bem. Cancelar ou adiar contratos deste tipo pode custar centenas de milhões de euros.
Um novo chip chamado “Orion”
Se estas informações estiverem corretas, a PlayStation 6 será alimentada por um novo chip desenvolvido em parceria entre a Sony e a AMD, conhecido internamente como Orion.
Este chip será produzido com tecnologia de 3nm da TSMC e deverá incluir:
- CPU Zen 6 com 9 ou 10 núcleos
- 52 a 54 unidades de computação RDNA 5
- Até 40GB de memória GDDR7 unificada
Estamos a falar de um salto bastante significativo face à PlayStation 5 atual. Não apenas em potência bruta, mas também em eficiência energética e capacidade para lidar com tecnologias gráficas mais avançadas.
Até 12 vezes mais ray tracing que a PS5
Segundo as mesmas fontes, a nova consola poderá oferecer um aumento de desempenho bastante expressivo:
- 2.5x a 3x mais desempenho gráfico tradicional
- 6x a 12x mais desempenho em ray tracing
Este salto acontece porque a PS5 utiliza arquitetura RDNA 2, enquanto a PS6 deverá usar a nova geração RDNA 5, desenvolvida com foco em ray tracing e até em técnicas mais avançadas como path tracing.
Combinado com novas tecnologias de inteligência artificial e evolução do sistema de upscaling da Sony, a ideia é permitir jogos em 4K a 120FPS com ray tracing ativo em muitos títulos.
Se isto se confirmar, estamos a falar de um salto geracional muito mais visível do que aquilo que aconteceu na transição entre PS4 e PS5.
A Sony continua a seguir o ciclo tradicional
Se a PS6 chegar realmente entre 2027 e 2028, isso mantém o ciclo habitual da Sony. A PlayStation 5 foi lançada em 2020 e recebeu recentemente a versão PS5 Pro, algo que normalmente acontece a meio da geração.
Ou seja, tudo indica que a Sony continua a seguir o mesmo ritmo que já vimos nas gerações anteriores.
Agora resta saber se a indústria de chips, que está cada vez mais pressionada pela corrida à inteligência artificial, vai permitir manter esse calendário. Porque se há algo que pode mexer com os planos da indústria tecnológica neste momento, é exatamente isso.







