Há alguns dias atrás, apesar de ter sido um dos melhores lançamentos da marca ao longo dos últimos anos, afirmei que a Xiaomi podia ter feito um autêntico brilharete no lançamento dos seus mais recentes smartphones topo-de-gama, isto se tivesse lançado um dos modelos Pro na vez do modelo base do Xiaomi 17.
Infelizmente, por alguma razão que não foi explicada, mas julgo ser muito provavelmente devido às margens de cada aparelho, a gigante Chinesa decidiu não o fazer. Mas, ainda assim, a Xiaomi levou os modelos Pro e Pro Max da gama 17 à MWC em Barcelona. Não foi por acaso!
A Xiaomi desiludiu num ponto específico… Mas atiçou os jornalistas!
Na realidade, a Xiaomi fez algo que muitas marcas gostam de fazer em grandes eventos como o MWC. Levou hardware extremamente interessante para mostrar… mas não para vender.
Ou seja, os jornalistas e analistas puderam ver, tocar e até experimentar os modelos Xiaomi 17 Pro e Xiaomi 17 Pro Max. Equipamentos que, diga-se de passagem, têm tudo para ser alguns dos smartphones mais impressionantes do ano. Especialmente no lado do design, da fotografia e da construção.
Mas existe um pequeno detalhe… não foram lançados globalmente.
Isto significa que, pelo menos para já, estes modelos ficam limitados a mercados específicos. Algo que deixa um sabor um pouco estranho, porque quem acompanha a marca percebe facilmente que estes modelos eram provavelmente aqueles que realmente fariam barulho no mercado internacional.
O Xiaomi 17 é bom… mas não impressiona como podia!
Não me interpretem mal. O Xiaomi 17 é um excelente smartphone. Tem um ecrã de topo, um processador extremamente potente, e continua a apostar forte na parceria com a Leica no lado da fotografia.
Mas, quando sabes que existem modelos acima dele, é impossível não ficar com a sensação de que o lançamento ficou a meio gás.
A Xiaomi tinha aqui uma oportunidade perfeita para competir diretamente com as velhas rivais Samsung e Apple. Não necessariamente na gama Ultra ou Pro Max, porque essa missão fica para o Xiaomi 17 Ultra, mas nas gamas imediatamente abaixo.
Em vez disso, optou por jogar pelo seguro.
O objetivo pode ter sido outro!
Levar os modelos Pro à MWC pode ter sido apenas uma forma de medir a reação do mercado ocidental.
Eventos como o Mobile World Congress são perfeitos para isso. Tens jornalistas de todo o mundo, analistas, parceiros e operadores a olhar para os produtos ao vivo. É basicamente um laboratório gigante de feedback.
Mas, segundo o que sondei, não acredito que a Xiaomi lance estes aparelhos ao longo deste ano. Acho que vamos ter novidades na geração Xiaomi 18, onde de facto vamos dar as boas vindas a aparelhos como estes.
A Xiaomi continua a crescer… mas ainda joga com cuidado?
A verdade é que a Xiaomi já não é a marca irreverente que lançava tudo em todo o lado sem pensar muito nas consequências. Hoje é uma gigante global que tem de gerir margens, mercados diferentes e estratégias de posicionamento muito mais complexas.
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