O Mobile World Congress 2026 chegou ao fim em Barcelona e, como já é habitual, deixou algumas tendências bem claras. Nós estivemos lá mais uma vez, e por isso, tivemos a oportunidad de ver smartphones chineses por todo o lado, promessas de 6G e Wi-Fi 8, e claro, robots. Muitos robots. Alguns úteis, outros completamente sem qualquer tipo de sentido, mas todos a tentar mostrar para onde pode caminhar a tecnologia nos próximos anos.
Ao longo dos últimos dias, a feira encheu os pavilhões da Fira Gran Via com novos dispositivos, conceitos estranhos e algumas ideias que até podem acabar por mudar a forma como usamos tecnologia no futuro.
Smartphones chineses dominaram o palco! Começa a ser o “novo normal”.
Se houve algo que ficou claro nesta edição do MWC foi o peso crescente das marcas chinesas no mundo mobile.
Empresas como Xiaomi, Huawei e Honor dominaram a Fira, e de facto, ainda tivemos eventos da vivo e da Oppo fora do espaço comum. Aliás, até a menos conhecida Oukitel apresentaram novos equipamentos durante o evento. Isto é interessante, porque enquanto alguns destes aparelhos seguem as tendências já reconheidas do mercado, outros são mais experimentais.
A Honor, por exemplo, realizou o seu primeiro grande evento global fora da China para apresentar os novos modelos Magic V6, reforçando a ambição de conquistar mais espaço no mercado internacional. Além disso, também trouxe para Barcelona o Robot Phone, algo extremamente experimental, que duvido muito alguma vez chegar às prateleiras, mas que ainda assim mostra alguma ambição por parte das fabricantes.
Até a Lenovo mostrou coisas muito engraçadas, como portáteis modulares, ecrãs que se esticam para cima ou para os lados. Isto ao mesmo tempo que também lançou, finalmente, o primeiro Motorola Fold.
6G e Wi-Fi 8 já estão no horizonte!
Além dos smartphones, o MWC também foi palco para falar do futuro da conectividade.
A Qualcomm e vários parceiros da indústria confirmaram que já estão a trabalhar no desenvolvimento do 6G, a próxima geração de redes móveis que deverá chegar antes do final da década.
Ao mesmo tempo, as empresas também começam a preparar o terreno para o Wi-Fi 8. Segundo algumas previsões apresentadas na feira, os primeiros equipamentos compatíveis podem começar a aparecer ainda no final deste ano ou no início de 2027.
A promessa é simples e mete água na boca. Velocidades ainda mais rápidas, menor latência, mais estabilidade, e uma infraestrutura preparada para o crescimento da inteligência artificial e dos dispositivos conectados.
E claro… robots por todo o lado!
Apesar de o MWC não ser tradicionalmente um evento dominado por robots, este ano houve várias demonstrações curiosas.
Entre as mais comentadas esteve um robot humanoide da empresa Exergio, que chegou a circular pelos corredores da feira com ténis Converse. O robot acabou por se tornar quase uma atração turística dentro do evento.
A empresa Unitree também voltou a mostrar os seus robots lutadores. Não são exatamente perigosos, mas são bastante divertidos de ver. Vários visitantes passaram longos minutos a assistir a estes robots a tentar “combater” uns com os outros.
Outra empresa, a Agibot, apresentou um conceito curioso: robots para alugar.
Ou seja, a partir de cerca de 899€ por dia, é possível alugar um robot para festas, eventos, visitas guiadas em museus ou até para funções de segurança. Houve até demonstrações de restaurantes totalmente operados por robots. Ainda são um pouco lentos, mas a tecnologia está claramente a evoluir.
A MWC continua a ser um espelho do futuro
A MWC já não é aquilo que foi no passado. Especialmente após a pandemia que parece ter mudado o jogo na altura. Mas, no final do dia, a Mobile World Congress continua a ser uma espécie de janela para aquilo que pode chegar ao mercado nos próximos anos.
Entre smartphones cada vez mais poderosos, novas gerações de redes móveis, Wi-Fi mais rápido e robots cada vez mais presentes no dia-a-dia, fica claro que a próxima década tecnológica pode ser bastante diferente da atual.
A grande questão é perceber quais destas ideias vão realmente chegar ao mercado… e quais vão ficar apenas como curiosidades de feira.












