Infelizmente, o SoC Tensor G6 pode voltar a deixar o Pixel 11 um passo atrás da concorrência.
Se há algo que os fãs da Google já aprenderam, e que também acaba por afastar alguns consumidores mais entusiastas da oferta da gigante da pesquisa, é que os Pixel raramente lideram nos benchmarks. Mas, uma coisa é não liderar. Outra completamente diferente é nem tentar competir.
Ou seja, depois de um Tensor G5 que desapontou mesmo sendo produzido pela TSMC, surge agora uma nova fuga de informação que aponta para um cenário semelhante com o Tensor G6. E isso pode significar que o Pixel 11 volta a nascer uma geração atrás dos rivais.
7 núcleos? Em 2026?
Um dispositivo identificado como “Google Kodiak” apareceu recentemente no Geekbench 6 com uma configuração de núcleos de CPU “1 + 4 + 2”.
Mais concretamente:
- 1 núcleo principal a 4.11GHz
- 4 núcleos de performance a 3.38GHz
- 2 núcleos de eficiência a 2.65GHz
7 núcleos.
Estranho, porque num mercado onde praticamente todos os SoC topo de gama continuam a apostar em configurações de 8 núcleos, esta decisão levanta questões. Especialmente depois do que aconteceu com o Tensor G5 que apareceu feito a partir dos 3nm da TSMC, mas acabou por falhar em impressionar. Aliás, é esperado que o novo Tensor G6 seja fabricado a partir do novíssimo processo de 2nm da TSMC.
Em teoria, isto deveria traduzir-se em mais eficiência e melhor desempenho. Mas cortar um núcleo pode comprometer a performance multi-core.
Single-core forte, multi-core limitado?
A frequência mais elevada do núcleo principal pode ajudar o Tensor G6 a melhorar os resultados em single-core. Mas a ausência de um oitavo núcleo pode limitar o desempenho em cargas mais pesadas e multitarefa.
Claro que ainda estamos em fase de testes iniciais. Estes números não são finais. Mas o padrão começa a repetir-se… Foco em IA e otimização de software, com muito menos atenção à potência bruta.
Chip binning ou estratégia?
Há uma possibilidade que pode explicar tudo isto: chip binning.
Esta prática permite às fabricantes aproveitar chips parcialmente desativados para reduzir custos. Com wafers de 2nm a serem extremamente caros, a Google pode estar a testar uma versão “capada” do Tensor G6 para o Pixel 11 base, reservando uma variante de 8 núcleos para modelos Pro.
Se for esse o caso, a decisão faz mais sentido e pode até apontar para uma Google mais exigente.
Aliás, é o que faz sentido. Pagar 2nm e continuar com performance muito aquém da concorrência… Não seria muito inteligente.







