Durante anos, a Apple disse que touch e portátil não combinavam, algo que muito honestamente sempre me pareceu lógico. Já tive vários portáteis com ecrãs touch, e de facto, no ecossistema Windows, é algo que não faz muito sentido a não ser que o resto do design acompanhe essa ideia.
É algo muito curioso, porque o próprio Steve Jobs chegou mesmo a dizer que “as superfícies táteis não querem ser verticais” e que, passado algum tempo, o teu braço simplesmente cai de cansaço. Tim Cook comparou a ideia a misturar uma torradeira com um frigorífico.
Estamos em 2026. Os anos passaram, a tecnologia teve a sua evolução, e pelos vistos, a Apple sente-se muito mais confortável em arriscar o futuro do iPad, ao lançar pelo menos um modelo do MacBook Pro com suporte à funcionalidade.
OLED, toque… e Dynamic Island no portátil
Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, a Apple prepara novos MacBook Pro de 14 e 16 polegadas com ecrã OLED e suporte para toque direto no painel. Mas há mais.
A notch tradicional deverá dar lugar a uma versão adaptada da Dynamic Island, semelhante à do iPhone, mas mais pequena e integrada no topo do ecrã com uma câmara em formato hole-punch.
A ideia é que esta “Dynamic Interface” se adapte à app em uso, expandindo para mostrar controlos ou informações contextuais. Tocas num botão e surge um menu ajustado ao teu dedo, com opções pensadas para interação tátil.
Ou seja, o macOS começa finalmente a assumir que pode ser usado com os dedos.
A Apple mudou de opinião?
Durante muito tempo, a empresa insistiu que o iPad era a resposta para quem queria toque. O Mac ficava com rato e trackpad.
Agora, a abordagem parece ser diferente.
A Apple não quer transformar o Mac num iPad gigante. Quer dar a opção. Quem quiser usar toque, usa. Quem preferir o cursor tradicional, continua igual.
É uma fusão parcial, que vai obviamente ter as suas consequências. Podemos até dizer que é um teste ao mercado. Se correr bem, o iPad pode ter os dias contados. Especialmente agora que o iPhone Fold vai ocupar parte do seu espaço no mercado.
Design mais fino? Ou mais que isso?
Os novos modelos com OLED deverão manter o aspeto geral atual, mas com chassis ligeiramente mais finos.
Antes disso, a Apple ainda deve atualizar a geração atual com os chips M5 Pro e M5 Max. Já os modelos OLED deverão chegar no final do ano com os novos M6 e M6 Max em processo de 2 nm.
Vai fazer sentido?
Portáteis com ecrã tátil nunca foram mainstream. Existem há anos no mundo Windows e continuam a ser um nicho. Aliás, muitas das pessoas que compraram este tipo de portátil, nem se lembra que tem a opção “touch” no seu dia-a-dia.
Assim, a questão é se a Apple consegue fazer com que isto deixe de ser um truque e passe a ser uma ferramenta real de produtividade.
Em suma… Veremos o que tudo isto vai dar. Mas cheira a teste!











