Durante anos parecia que a estratégia era simples e muito lucrativa… Meter tudo no telemóvel. Afinal de contas, todos nós temos um smartphone no bolso, e como tal, somos sempre um potencial jogador. Assim, se já existia Warzone nas consolas e no PC, então também tinha de existir no smartphone.
A ideia fazia todo o sentido. A execução? Nem por isso. Por isso, a Activision confirmou que Call of Duty: Warzone Mobile vai ser encerrado menos de dois anos depois do lançamento.
Warzone Mobile fecha portas já em abril
Caso não te lembres, o jogo chegou em março de 2024 com a ambição de levar a experiência completa de Warzone para o bolso dos jogadores. Mapas grandes, progressão partilhada, jogabilidade próxima da versão principal. No papel, era tudo aquilo que os fãs pediam. Mas, na prática, o resultado ficou aquém das expectativas.
Por isso, os servidores vão deixar de funcionar a partir de 17 de abril, e em maio o jogo será removido das lojas de aplicações. Ou seja, fim da linha para o projeto.
Qual foi o verdadeiro problema?
Warzone Mobile era um projeto muito ambicioso. Talvez demasiado para o mercado onde queria triunfar.
Logo a começar, o jogo exigia hardware potente para correr de forma aceitável. Por isso, em smartphones topo de gama, a experiência até impressionava, com bom detalhe e jogabilidade fiel. Mas… A maioria dos jogadores mobile não tem um smartphone de 1000€ no bolso.
Faltou otimização, e como tal, em muitos aparelhos, o jogo sofria com problemas de desempenho, soluços e aquecimento excessivo.
Outro problema… Já existia Call of Duty Mobile
A Activision já tem um gigante no mobile chamado Call of Duty Mobile. E esse jogo já inclui modo Battle Royale, além dos modos clássicos multijogador.
Ou seja, Warzone Mobile acabou por competir com o próprio ecossistema da marca.
Se já tens um Battle Royale estável, otimizado e com milhões de jogadores ativos, qual é o incentivo real para mudar para outra aplicação mais pesada e exigente?
Conclusão
Warzone Mobile não era um mau jogo. Era tecnicamente impressionante nos dispositivos certos. Mas era também um projeto que parecia não perceber totalmente o público mobile que tinha de atingir.
Foi um projeto ambicioso, mas sem rumo. Por isso, chega agora ao fim.







