A Google acaba de oficializar o novo Pixel 10a, o mais recente modelo da série A. Onde a promessa é aparentemente simples: trazer uma experiência Pixel, muita inteligência artificial e um sistema de câmaras forte a um preço acessível.
Que preço é este? 559€ para a versão com 128GB e 659€ para a versão com 256GB. Ou seja, o mesmo exato preço do ano passado. Sim, é verdade que não é propriamente barato para um aparelho de gama média, mas… Tendo em conta a realidade atual? Nada mau.
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Design elegante, mais resistente e mais sustentável
O Pixel 10a não foge muito daquilo que a Google lançou há cerca de 1 ano. Temos uma traseira completamente plana e uma barra de câmara que se integra de forma mais discreta ao ficar bem dentro do corpo do aparelho.
Entretanto, a Google continua a reforçar o discurso da sustentabilidade. Ou seja, este é o Pixel série A com maior percentagem de materiais reciclados até hoje. Inclui cobalto, cobre, ouro e tungsténio reciclados, além de estrutura em alumínio 100% reciclado e traseira com 81% de plástico reciclado.
Nas cores, a marca mistura tons clássicos com opções mais ousadas. O Pixel 10a chega em Neblina, Obsidiana, Framboesa e Lavanda.
Mais durabilidade e autonomia reforçada
Apesar de ser um “clone” do Pixel 9a do ano passado, há aqui um salto interessante.
O Pixel 10a traz certificação IP68 contra água e poeira, algo que nem sempre vemos neste segmento. O vidro é agora Corning Gorilla Glass 7i e o ecrã Actua de 6,3 polegadas é 11% mais brilhante do que no Pixel 9a.
A autonomia também sobe! A Google promete mais de 30 horas de utilização normal e até 120 horas com o modo de poupança extrema ativo. O carregamento também é mais rápido face ao modelo anterior.
Depois, temos o esperado! Sete anos de atualizações de sistema operativo e Pixel Drops. Para quem quer um smartphone para durar, isto pesa bastante.
Ah, outra novidade é o Satélite SOS, que chega pela primeira vez à série A, permitindo contactar serviços de emergência mesmo sem rede móvel ou Wi-Fi.
Câmara: o argumento mais forte?
Se há algo que tradicionalmente distingue a série A é a câmara. O Pixel 10a vem equipado com um sensor principal de 48MP e ainda uma ultra grande angular de 13MP.
Como é óbvio, a Google continua a apostar forte no processamento computacional. Temos Macrofoco, Visão Noturna e várias ferramentas que até agora estavam reservadas a modelos mais caros.
Entre as novidades:
- O Melhor Take automático, que analisa vários frames numa foto de grupo para escolher as melhores expressões.
- O Assistente de Câmara com base no Gemini, que dá orientações em tempo real sobre iluminação e composição.
No Google Fotos, é possível editar imagens através de comandos escritos ou falados. A função “Adiciona-me” também evolui, permitindo integrar mais pessoas numa foto depois de esta já ter sido captada. E claro, a Partilha Rápida funciona em conjunto com AirDrop, facilitando o envio de ficheiros entre dispositivos diferentes.
Google Tensor G4? Outra vez?
Vamos ser honestos, o Pixel 10a é um 9a com alguns retoques. Por isso, temos o mesmo exato SoC do ano passado. Parece mal, mas isso não tem de ser mau.
Afinal de contas, o uso deste SoC significa acesso total ao Gemini, incluindo Gemini Live para conversas mais naturais, além de ferramentas criativas como o Nano Banana para manipulação de imagem. Além disso, também temos funcionalidades como Circundar para Pesquisar e melhorias nas ferramentas da app Telefone, como Filtro de Chamadas e Colocar em Espera.
Valendo a pena salientar que, tal e qual como o 9a do ano passado, este vai ser um smartphone capaz de correr tudo e mais alguma coisa se soluços
Em suma, para a gama média é mais do que o suficiente.
Disponibilidade
Para terminar, o Pixel 10a chega ao mercado no dia 5 de março.
Entretanto, como dissemos em cima, o preço é de 559€ para 128GB e 659€ para 256GB. As capas acompanham as cores do equipamento, e os Pixel Buds 2a recebem também novas cores para combinar com o smartphone.
No final do dia, apesar de se sentir como mais do mesmo, o Pixel 10a também parece ser um pacote muito equilibrado. Mas, é preciso meter a questão… Será que 559€ ainda é “acessível” no segmento médio em 2026?







