A PlayStation 6 ainda nem foi anunciada oficialmente e já anda envolta em polémica. Primeiro falou-se num possível adiamento para 2028 ou até 2029, muito por culpa da crise de memória e armazenamento que afeta o mercado global, e apenas deverá subir de gravidade ao longo dos próximos meses.
Mas, agora surge outro detalhe curioso. Afinal, a consola pode não incluir todas as funcionalidades da arquitetura RDNA 5 da AMD.
Sim, leste bem.
PS6 sem pacote completo da RDNA 5. Estratégia ou limitação?
Portanto, segundo o leaker KeplerL2, que pouco ou nada falha nestas coisas, a próxima consola da Sony não deverá contar com o conjunto completo de funcionalidades da nova geração gráfica da AMD. Algo que também aconteceu, de certa forma, com a PS5 em 2020 quando não integrou todas as features da RDNA 2
A razão? Muito provavelmente controlo de custos. Ou seja, estamos perante uma decisão estratégica… ou um corte forçado.
A PS6 pode ser RDNA 5, mas não totalmente
Apesar de sempre ter sido claro que a Microsoft ia apostar mais no lado do hardware, como de facto também fez com a Xbox Series X, também se falou, durante meses, em uma PS6 extremamente ambiciosa. Estimativas apontavam para 34 a 40 teraflops e um salto brutal no ray tracing, com ganhos que podiam ir até 6x ou 12x face à geração atual.
Além disso, a arquitetura RDNA 5, que deverá chegar ao mercado de PCs em 2027, tem sido descrita como mais avançada até do que a atual geração Blackwell da NVIDIA.
Pois, agora a conversa muda ligeiramente.
A consola deverá usar RDNA 5, sim. Porém, não com todas as capacidades disponíveis na arquitetura. Ou seja, pode ser menos uma limitação técnica e mais uma decisão calculada. Isto porque consolas vivem de equilíbrio. Potência, preço, consumo energético e margem de lucro têm de andar de mãos dadas.
Mas há um problema…
Se a PS6 chegar tarde e menos potente?
Ao mesmo tempo que surgem estes rumores, também há relatos de que a Sony pondera empurrar o lançamento para 2028 ou 2029. Curiosamente, algo que a Nintendo fez com a Switch 2. Mas, ao contrário da consola portátil da Nintendo, que não tem rival no mercado, a Sony vai encontrar a melhor Xbox de sempre, com hardware a sério.
Ou seja, se isso acontecer, e se a próxima Xbox chegar antes com hardware mais agressivo, a narrativa pode mudar.
Sim, até agora, a geração PS5 vs Xbox Series X acabou por favorecer claramente a Sony em termos comerciais. Mesmo tendo em conta uma Series X mais poderosa. Mas… imagina um cenário onde:
- A Microsoft lança a Xbox primeiro (1 ou 2 anos antes), e lança com melhor hardware face à PS6. E ainda por cima não tem o pacote completo da nova arquitetura
Para os jogadores mais entusiastas, isto pode pesar.
Claro que especificações não são tudo.
Ecossistema, exclusivos, serviços e preço continuam a ser decisivos. Mas a perceção de poder continua a ser uma arma forte na chamada guerra das consolas.
O que sabemos que poderá estar na PS6?
Apesar das dúvidas sobre a RDNA 5 completa, há algumas tecnologias que deverão marcar presença na nova consola, especialmente depois de algumas pistas deixadas por Mark Cerny. Fala-se em:
Neural Arrays
- Um conjunto de unidades de computação configuradas para funcionar como um motor de IA dedicado, permitindo aceleração de tarefas inteligentes diretamente no hardware.
Radiance Cores
- Hardware dedicado ao ray tracing e path tracing, com foco em iluminação realista em tempo real.
Universal Compression
- Sistema que analisa e comprime dados diretamente na GPU para reduzir o consumo de largura de banda e otimizar a utilização da memória.
Se isto se confirmar, a PS6 poderá apostar menos em força bruta pura e mais em eficiência e inteligência no processamento.
No fim do dia, faz sentido?
Consolas nunca são PCs topo de gama. São máquinas pensadas para durar 6 ou 7 anos no mercado, com preço controlado e margem saudável. São também pensadas para que a margem de lucro cresça ao longo do tempo.
Dito tudo isto, se a Sony estiver a cortar algumas funcionalidades da RDNA 5 para manter o preço competitivo, pode ser uma jogada sensata. Mas se esse corte vier acompanhado de atraso e menor desempenho face à concorrência, a conversa muda um bom bocado.
A PS6 ainda está longe. Mas não pode fugir muito ao ano de 2027 se a Microsoft apostar tudo na próxima geração.









