A Samsung está prestes a apresentar o Galaxy S26 Ultra e, ao que tudo indica, a versão mais desejada do smartphone da gigante Coreana vai estrear uma das tecnologias de ecrã mais interessantes dos últimos anos. Ou eja, um modo de privacidade que escurece a imagem para quem está ao teu lado, impedindo olhares indiscretos.
Curiosamente, a Apple também quer esta tecnologia. Mas não vai começar pelos iPhones.
O que faz este ecrã “anti-olhares”?
No Galaxy S26 Ultra, a tecnologia funciona ao nível dos pixeis. Ou seja, não existe uma camada física adicional aplicada ao ecrã. Isto significa que tudo acontece diretamente no painel OLED. Sendo exatamente por isso que não vai funcionar como as películas de privacidade tão normais do nosso mercado. O ecrã vai ser capaz de esconder apenas as informações sensíveis, o resto fica visívil.
Apple vai apostar nisto… mas nos MacBooks!
Segundo previsões da Omdia, a Apple deverá integrar esta tecnologia em futuros MacBooks. A estimativa aponta para 2029, numa fase em que a empresa já terá adotado OLED de forma mais ampla nos seus portáteis.
Como é habitual, a novidade deverá estrear nos MacBook Pro. A Apple tende a testar novas tecnologias nos modelos mais caros antes de as levar para a gama Air, e aqui não deverá ser diferente.
Ou seja, quem esperava ver isto num futuro iPhone pode ter de esperar sentado.
OLED é a peça central desta estratégia
Esta tecnologia depende fortemente de painéis OLED avançados. Há rumores de que a Samsung já iniciou a produção em massa de ecrãs OLED para futuros MacBook Pro com chip M6, o que reforça a ideia de que qualquer versão com modo de privacidade também será fornecida pela gigante coreana.
Quanto ao MacBook Air com OLED, fala-se igualmente em 2029, mas não há garantias de que receba logo esta funcionalidade.
Chegar mais tarde pode ser uma vantagem?
Apesar de a Samsung estrear esta tecnologia num smartphone, a Apple pode acabar por tirar mais proveito dela num portátil. Um MacBook é usado em espaços públicos com muito mais frequência e durante mais tempo. O risco de alguém espreitar o ecrã é maior.
Além disso, num iPhone, a utilização é mais pessoal e direta. Num portátil, o cenário é diferente.
Ainda assim, também quero ver isto no iPhone. É um tecnologia que faz todo o sentido, em todos os produtos que tenham de lidar com informação importante do nosso dia-a-dia.






