Durante anos, o telefone fixo foi o centro da casa. Estava na sala, ou no hall de entrada, tocava alto, toda a gente corria para atender. Hoje? É uma coisa do passado. Muitas casas em Portugal ainda contam com um telefone, ali, no canto, ligado ao router sempre a aguardar uma qualquer chamada. Mas, temos de ser muito honestos, a importância caiu a pique.
Aliás, quando alguém liga para o telefone, fico apenas irritado. Tenho de interromper o que estou a fazer, para levantar e ir atender o “mono”. Não faz mesmo grande sentido nos tempos que correm.
Não vou dizer que tem utilidade zero, mas… Ainda faz sentido?

Portanto, ainda faz sentido ter telefone fixo em casa?
A verdade é que a esmagadora maioria das pessoas já não o usa. O telemóvel resolveu quase tudo. Está sempre connosco, tem dados móveis, apps de chamadas, WhatsApp, Signal, tudo e mais alguma coisa. O fixo tornou-se quase um acessório incluído no pacote de TV e internet. Está lá porque vem incluído. Não porque alguém tenha pedido.
No meu caso, apenas tem alguma utilidade, porque os familiares mais “velhotes” ainda o usam. Porque, no meu dia-a-dia, a vontade era apenas e só retirar o cabo do router para enfiar o telefone na gaveta mais próxima.
“E se as redes móveis forem abaixo?”
Pois… Em outros tempos, seria um argumento de peso. Hoje em dia, a realidade é bem menos romântica. O telefone fixo de hoje já não é aquela linha de cobre independente que funcionava mesmo sem eletricidade. Em Portugal, praticamente tudo é Voz sobre IP. Ou seja, o telefone liga ao router. Por isso, se faltar luz, não funciona. Se a internet cair, acabou-se. Em termos práticos, é tão dependente da infraestrutura moderna como o telemóvel.
Aliás, as próprias redes fixas tradicionais em cobre estão a ser descontinuadas há anos. O que existe hoje é uma camada digital por cima da fibra. E fibra depende de energia, equipamentos ativos e toda a cadeia de rede.
Portanto, em cenário “apocalíptico”, o telefone fixo não é o herói que muitos imaginam. É outro aparelho que te vai falhar.
Conclusão.
Se nunca o usas, provavelmente não precisas. Tão simples quanto isso. Mas, se te dá tranquilidade, mesmo sabendo as limitações, talvez ainda tenha lugar na tua casa.






