A corrida ao desempenho há muito que deixou de ser feita apenas a partir dos CPUs e GPUs. Mas… Esta evolução no lado do SSD, é absolutamente incrível.
Ou seja, A Micron começou finalmente a produção em massa do 9650, o primeiro SSD PCIe Gen6 do mundo, e estamos a falar de números que até há pouco tempo pareciam ficção científica: até 28 GB/s de leitura sequencial.
Sim, leste bem. 28 GB por segundo.
PCIe Gen6: não é só mais um salto geracional!
Antes de mais nada, temos de ser honestos, ainda vamos ter de esperar muito tempo até ver SSDs deste tipo nas prateleiras, a preços que façam sentido. Especialmente agora que a crise da memória anda a fazer das suas. Mas, ainda assim, o Micron 9650 promete!
- 28.000 MB/s de leitura sequencial
- 14.000 MB/s de escrita sequencial
- 5.5 milhões de IOPS em leitura aleatória
- 900 mil IOPS em escrita aleatória
Entretanto, comparando com um SSD Gen5 típico:
- Leitura: +100%
- Escrita: +40%
- IOPS leitura: +67%
- IOPS escrita: +22%
Isto não é uma melhoria pequena. É a liga dos campeões dos SSD.
Clari que estamos claramente a falar de mercado enterprise e data center. Não é para meter no teu PC gaming amanhã. Mas é daqui que nasce o que chega ao consumidor daqui a alguns anos.
Desempenho… sem aumentar o consumo?
Historicamente, mais desempenho significava mais consumo energético. E claro, mais calor para dissipar. Mas… Isso não acontece aqui.
Segundo a Micron, o 9650 consegue:
- 2x melhor leitura sequencial por watt
- 1.4x melhor escrita sequencial por watt
- 1.7x melhor IOPS por watt em leitura
Tudo isto mantendo um envelope de 25W.
Ou seja, não é só mais rápido. É mais eficiente.
Mas… o Ar já não chega. Líquido entra em cena.
Outra realidade interessante: este SSD suporta versões com arrefecimento a ar e a líquido.
Sim, arrefecimento líquido… para armazenamento.
O que isto realmente significa?
O Micron 9650 não é um produto para ti. Nem para mim. É para o mundo empresarial, para dar vida a IA.
Mas é um sinal claro de para onde a indústria está a caminhar.
Em suma, se o PCIe Gen6 cumprir o que promete, os próximos anos vão redefinir completamente a forma como dados se movem entre storage, CPU e aceleradores.







