Durante anos, as baterias de iões de sódio foram vistas como aquela alternativa interessante aos iões de lítio, com várias vantagens que poderiam de facto mudar o jogo. Mas… Sempre foi uma tecnologia que teimava em não chegar verdadeiramente ao mercado automóvel.
Que vantagens são estas? Mais baratas, mais seguras e menos inflamáveis. Mas, também há coisas más. Ou seja, mais pesadas e mais lentas a carregar. Nunca iriam substituir totalmente as baterias que tão bem conhecemos. Mas, serviriam como alternativa para vários veículos, o que poderia por sua vez ajudar a mexer nos preços de várias ofertas ainda longe das carteiras de consumidores como nós, Portugueses.
Pois bem, agora, um novo avanço na investigação pode mudar essa narrativa.
Porque é que o sódio sempre foi uma promessa?
Se acompanhas o mundo dos elétricos, já deves ter ouvido falar das baterias de sódio.
A grande vantagem é simples, e faz todo o sentido. É que o sódio é… Abundante! Por isso, é muito mais barato, e também traz menos problemas em termos de segurança. Sim, existem problemas na densidade energética, que é inferior. Ou seja, é preciso meter mais bateria para ter a mesma autonomia face ao lítio. Além disso, o carregamento (até aqui), era bastante mais lento.
Qual é a novidade?
Segundo um estudo publicado no final de 2025, os investigadores conseguiram resolver o “engarrafamento” no carregamento ao misturar carbono duro com óxido de alumínio, um material quimicamente inativo. Essa combinação permitiu que os iões circulassem com muito menos resistência dentro da estrutura.
Ou seja, menos bloqueio, o que por sua vez significa um carregamento mais eficiente.
E o que é que isto muda?
Se o problema do carregamento começar a ficar resolvido, a próxima batalha é a densidade energética. Algo bastante mais fácil de resolver.
Vai substituir o lítio?
Provavelmente não.
As baterias de iões de lítio continuam a ter melhor desempenho global. São mais leves, têm maior densidade energética e já estão completamente integradas na indústria. A questão aqui não é substituição total. Nunca foi! Isto abre portas a outras alternativas, que podem complementar as falhas do lítio.
Ou seja, o futuro das baterias pode não ser uma guerra de “uma vence, outra desaparece”. Pode ser uma divisão estratégica de tarefas.







