Há ratos gaming bons, há ratos gaming muito bons, e depois há aqueles que tentam mudar as regras do jogo. O Logitech G Pro X2 Superstrike tenta entrar nesta última categoria.
Aliás, a Logitech tem vindo a olhar para o mercado, e tem feito o tudo por tudo para fugir à estagnação. Primeiro com o seu Master 4, e agora com este Superstrike.
Botões sem clique físico. A sério!
O grande truque do G Pro X2 Superstrike está nos botões principais. A Logitech decidiu abandonar os tradicionais microinterruptores e apostar num sistema completamente diferente, chamado Haptic Inductive Trigger System, ou HITS.
Na prática, os botões esquerdo e direito deixam de “clicar” como sempre clicaram. Em vez disso, o rato deteta até que ponto o botão é pressionado através de sensores indutivos, sem contacto físico, e depois simula o velho clique com um pequeno motor de vibração. Motor esse, que conta com seis níveis de intensidade ajustáveis.

Ou seja, podes afinar:
- O ponto exato em que o clique é registado
- O ponto de reset
- A sensação tátil do clique
Tudo via software, e hardware inteligente.
Qual é a vantagem?
Um rato mais leve, e com menor latência. A Logitech promete reduzir a latência até 30 milissegundos. O que não faz qualquer diferença para o mais comum dos mortais, mas pode fazer a diferença para jogadores a sério.
Depois, temos um sensor Hero 2 até 44.000 DPI, polling rate sem fios até 8.000 Hz. Aceleração máxima de 88 G, e uma velocidade de até 888 IPS.
Por fim, a bateria promete 90 horas de autonomia, e se quiseres, pode carregar sem fios se investires no sistema powerplay.
Inovação ou exagero?
Vamos ser muito honestos. Isto é tudo muito giro, mas pode ser um exagero para jogar League of Legends ou CS. Mas… A ideia de eliminar componentes mecânicos críticos, reduzir desgaste e permitir personalização extrema faz todo o sentido, sobretudo para esports.
Obviamente que é um produto de nicho. Aliás, o preço (~200€) coloca-o fora do alcance da maioria dos jogadores, e a experiência de um “clique que não clica” não vai agradar a toda a gente.
Mas uma coisa é certa. A Logitech voltou a arriscar. E num mercado onde quase tudo parece mais do mesmo, isso conta.






