Muitas vezes, andamos a criticar algumas marcas extremamente populares do mercado porque não metem baterias baseadas na tecnologia de silício-carbono nos seus aparelhos. Isto tudo porque parece não fazer sentido!
Ou seja, temos smartphones de marcas chinesas com mais de 7000mAh de capacidade de bateria nas prateleiras. Números que metem água na boca, como é óbvio. Mas… no final do dia… O iPhone 17 base com uma bateria de 3,692 mAh bate-se com um OnePlus de 7.300mAh.
Sim, leste bem.
Algo se passa com as baterias gigantes… É tudo treta?

Durante anos, a conversa foi sempre a mesma. Android tinha baterias enormes, iPhone tinha baterias pequenas e uma autonomia apenas “ok”. Em 2026, essa narrativa começa finalmente a cair por terra, e de forma bastante embaraçosa para algumas fabricantes Android.
Um teste recente veio mostrar algo que, há poucos anos, parecia impossível.
Testes reais com resultados inesperados
A CNET colocou 35 smartphones lado a lado em testes de autonomia bastante concretos. Nada de benchmarks estranhos ou números teóricos. Falamos de streaming de vídeo em Wi-Fi com brilho no máximo, seguido de um teste de resistência com jogos, chamadas de vídeo, redes sociais e mais um pouco de tudo.
O resultado foi… Interessante!
O iPhone 17 Pro Max ficou no topo da tabela, algo que já não surpreende ninguém. Mas a verdadeira bomba está logo a seguir.
O iPhone 17 “normal” fez o impensável
O segundo lugar foi partilhado entre o iPhone 17 base e o OnePlus 15.

Isto é importante por um motivo simples. O OnePlus 15 vem equipado com uma bateria gigante de 7.300mAh. O iPhone 17 base tem uma bateria quase 50% mais pequena. Mesmo assim, no final do dia, com um uso normal, duram o mesmo.
Porquê? Simples. Não interessa meter baterias gigantes, quando não existe otimização ao nível do hardware e software. Ou seja, apesar do facto de o iOS andar a apresentar alguns bugs, continua a mostrar que, quando hardware e software são pensados como um todo, números em ficha técnica deixam de ser o fator decisivo.
Android continua obcecado com números
Este resultado também ajuda a explicar algo curioso. Apesar de toda a corrida às baterias de silício-carbono, às capacidades absurdas e às promessas de dois dias de autonomia, isso nem sempre se traduz numa melhor experiência real.
Aliás, neste ranking, o iPhone 17 Pro ficou atrás de equipamentos como o Poco F7 Ultra, que tem uma bateria bem maior. Mais uma prova de que capacidade não é tudo.
Depois há um outro problema…
As baterias gigantes que andam a aparecer no mundo Android apresentam maior desgaste face às células tradicionais que a Apple e Samsung utilizam nos seus aparelhos. A tecnologia de silício-carbono é interessante, mas também tem as suas desvantagens.
Conclusão
Quando um iPhone “normal” consegue igualar a autonomia de um Android com uma bateria quase duas vezes maior, algo está claramente a ser feito de forma diferente. Podes gostar ou não da Apple, mas ignorar isto é impossível.

