Peugeot trouxe o Polygon Concept a Lisboa para mostrar mostrar como imagina o automóvel do futuro, e não, isto não é apenas marketing ou uma brincadeira de engenharia. Isto é mesmo para implementar no mercado!
Como assim? Bem, se há uma coisa que é mais do que certa, é o facto de o mundo automóvel estar estagnado. Acredito que as coisas nunca estiveram assim, tão… Paradinhas, tão pão sem sal.
Ou seja, tudo parece ter o mesmo sabor, porque as fabricantes começaram todas a utilizar plataformas, muitas vezes partilhadas, para tentar baixar custos de produção, ao mesmo tempo que também tentaram entrar com força no novo mundo da eletrificação.
Pois bem, a Peugeot quer mudar um pouco isso num futuro bem próximo, para conseguir saltar à vista dos consumidores nos próximos tempos. Como? Vamos por partes.
Peugeot veio a Lisboa mostrar o futuro da marca!
Portanto, a Peugeot decidiu trazer o futuro até Lisboa.
Estamos a falar do Peugeot Polygon Concept, apresentado recentemente no Salão Automóvel de Bruxelas, e que esteve disponível para jornalistas experimentarem algumas das novidades durante o dia 3 de fevereiro. Mas, se estiveres interessado, também vai estar em exibição nos dias 6 e 7 de fevereiro, na Praça Central do Ubbo Shopping.
O que é isto?
No fundo, serve como uma espécie de manifesto daquilo que a marca acredita que deve ser o automóvel da próxima década. Ou seja, não é um protótipo parado só para fotografia e vídeo. É um concept funcional, pensado para testar ideias que a Peugeot quer mesmo levar para a estrada a partir de 2027.
Um carro pequeno com ideias grandes!
Com menos de 4 metros de comprimento, o Polygon Concept mostra que o futuro não tem de passar por carros maiores ou mais pesados. Pelo contrário. A aposta aqui é em dimensões compactas, menos peças, mais eficiência e uma abordagem muito mais racional ao design e à engenharia.

A ideia é conseguir meter um carro compacto, funcional e acessível (mas também vistoso) nas nossas estradas. Aliás, segundo a própria Peugeot, muito daquilo que podemos ver neste automóvel, vai de facto chegar a unidades de produção.
Como é óbvio, não vai chegar tudo, porque isso seria impossível. Aliás, a marca foi honesta e mencionou que também quer ter algum feedback dos jornalistas e consumidores, para perceber o que de facto deve ser aposta no futuro.

Dito tudo isto, o volante vai. Ainda não sabemos se vai ser o volante base, ou se vai ser um “extra”. Mas, este volante completamente fora daquilo que é normal vai ser, com toda a certeza, parte dos carros da Peugeot em 2027.
Além do volante, as novas linhas horizontais da grelha frontal, bem como grande parte da identidade visual traseira, vão também refrescar a identidade da marca.
Além de tudo isto, é preciso dizer que há também uma declaração clara de intenções no que toca à sustentabilidade. Há mais materiais reciclados, menos complexidade na produção e uma lógica de componentes substituíveis que permite ao carro evoluir ao longo dos anos, em vez de ser descartado.
Hypersquare: é o volante do futuro, e pode ser quase o volante do presente.
Fim do volante como o conhecemos?

O grande protagonista chama-se Hypersquare. Esquece o volante tradicional. Aqui temos um sistema de controlo totalmente diferente, associado à direção steer-by-wire, ou seja, sem qualquer ligação mecânica entre o volante e as rodas.
Tudo é eletrónico.
Isto significa que o volante pode estar em qualquer lado, e tu controlas o carro na mesma. É por isso que existia um comando de consola na sala de apresentação, para brincar com essa mesma ideia.
Mas… O que muda?
Na prática, isto permite uma condução muito mais direta e precisa. Em manobras de baixa velocidade, como estacionar, quase não há rotação do volante. Em estrada, pequenos movimentos chegam para corrigir a trajetória. A rotação máxima é de apenas 170 graus para cada lado, muito longe das várias voltas de um volante convencional.
A Peugeot promete mais conforto, mais precisão e menos esforço, com filtragem das vibrações indesejadas, mas mantendo o feedback essencial da estrada.
O i-Cockpit levado ao limite
O interior também rompe com o que conhecemos. No Polygon Concept não existe painel de instrumentos tradicional. O para-brisas passa a ser o ecrã.

Ou seja, a informação é projetada através de um sistema Micro-LED colocado atrás do Hypersquare, criando uma área de visualização com dimensões equivalentes a um ecrã de 31 polegadas. Tudo está no campo de visão do condutor, reduzindo distrações.
Os comandos principais ficam integrados no próprio volante, acessíveis com a ponta dos dedos, sem tirar as mãos do controlo. Cada modo de condução altera não só a informação apresentada, mas também o ambiente visual dentro e fora do carro.
Design que antecipa os próximos Peugeot
- Spoiler… O primeiro automóvel a mostrar algumas das novidades vai ser o novo 208.
Por fora, o Polygon Concept antecipa uma nova linguagem visual da marca. As icónicas três garras luminosas surgem reinterpretadas numa disposição horizontal, com animações em Micro-LED tanto à frente como atrás.

Há ainda um ecrã dedicado no pilar C que mostra o estado de carga do veículo, reforçando a ligação entre tecnologia e utilizador.
As formas são simples, geométricas e limpas, mas com uma presença forte. No final do dia, é um Peugeot que olha claramente para a próxima década.

