Não é surpresa nenhuma, mas agora começa a ganhar forma. O Galaxy S26 Ultra deverá chegar ao mercado mais caro do que o Galaxy S25 Ultra. Isto não é certo para todas as regiões, porque ainda acredito que na Europa vai ficar tudo igual.
Mas, em alguns sítios, os números apontam para um aumento na ordem dos 6% e a explicação é a de sempre. Memórias mais caras. DRAM em crise. NAND a subir de preço.
O aumento era inevitável?

A Samsung prepara-se para apresentar a nova gama Galaxy S26 já em fevereiro e o Ultra volta a ser o modelo de referência. O problema é que o contexto não ajuda. A crise global de DRAM continua bem viva e a NAND flash também está a ficar mais cara. Absorver estes custos seria bonito. Aliás, a Samsung até produz RAM e NAND, por isso, seria tudo menos estranho. Mas… Parece impossível.
Segundo informações vindas da Coreia do Sul, o Galaxy S26 Ultra deverá custar cerca de 1.8 milhões de won no lançamento, acima dos 1.69 milhões pedidos pelo Galaxy S25 Ultra na versão base com 256GB. Na prática, estamos a falar de um aumento real e não simbólico.
E quem viu o que a Samsung fez recentemente com os portáteis Galaxy Book 6 Pro, que ficaram centenas de euros mais caros, percebe rapidamente que a marca não está para fazer caridade.
Mais do que especificações, a aposta passa pela experiência
Curiosamente, a Samsung parece querer fugir à conversa do costume. Em vez de vender o Galaxy S26 Ultra apenas com mais números e mais benchmarks, a estratégia passa por outros argumentos.
A marca quer puxar pela inteligência artificial, por uma versão afinada do Snapdragon 8 Elite Gen 5 e por um novo sensor fotográfico. Tudo embrulhado numa narrativa de experiência mais inteligente, mais útil e mais adaptada ao utilizador.
É também um reconhecimento indireto de que o discurso das especificações já não impressiona como antes. O consumidor olha para o preço, olha para o uso real e começa a fazer contas.
Brindes continuam a ser parte do jogo
Como já é tradição, a Samsung deverá voltar a adoçar o lançamento com ofertas para os primeiros compradores. Auriculares, powerbanks, descontos diretos ou campanhas de retoma mais agressivas. Nada de novo aqui.
O detalhe importante é que estas ofertas variam bastante de mercado para mercado. E nem sempre chegam a Portugal com o mesmo impacto que noutros países.
Ainda assim, ajudam a disfarçar o aumento e a manter o ritmo de vendas num momento em que a Samsung perdeu recentemente o primeiro lugar em envios globais para a Apple.
O problema de fundo mantém-se
O Galaxy S26 Ultra pode ser melhor, mais inteligente e mais polido. Mas o problema é outro. Os preços continuam a subir e o limite psicológico do consumidor não acompanha esse ritmo.
Além disso, o S26 Ultra não se sente como algo realmente novo. Parece uma reciclagem do que já existia. Por isso, com um preço mais alto, tem muito para correr mal.

