Trocar de smartphone, especialmente no lado Android da coisa, nunca é só uma questão de vontade. É, acima de tudo, uma questão de timing. Quem já tentou fazer um trade in sabe que os valores não seguem uma lógica simples. Num mês valem “X”, no seguinte já valem bem menos. Curiosamente, muitas vezes sem aviso.
O erro mais comum é ignorar que o preço dos smartphones varia bastante ao longo do ano. Há alturas em que as marcas e os retalhistas estão dispostos a oferecer bem mais pelo teu equipamento antigo. Noutras, o valor cai a pique.
Há que saber ler o mercado.
O melhor momento costuma ser quando chegam os novos modelos

Portanto, ao longo dos últimos anos, há um padrão que se repete. Sempre que fabricantes como a Samsung lançam novos topos de gama, surgem campanhas agressivas de trade-in. O objetivo é simples: empurrar pré vendas e acelerar upgrades.
É nessas janelas que aparecem os melhores valores de retoma, muitas vezes acima do que conseguirias a vender o equipamento a outro utilizador, isto mesmo nas plataformas de revenda de produtos usados. O mesmo acontece em períodos como o final de novembro e início de dezembro, com promoções associadas à Black Friday, onde os incentivos disparam.
O problema é que nem todas as marcas jogam o mesmo jogo, nem seguem o mesmo calendário.
Cada marca, o seu calendário
A Samsung costuma lançar os seus flagships no início do ano. Já a Google e outros fabricantes preferem a segunda metade do ano para apresentar novos Android.
Isto significa que o melhor momento para trocar de smartphone depende muito de qual é o modelo que tens e qual é o modelo que queres comprar. Não há uma regra universal.
Pré vendas continuam a ser o ponto mais forte
As operadoras também entram no jogo. Por vezes oferecem valores ainda mais altos do que os próprios fabricantes, mas quase sempre com contrapartidas. Fidelizações mais longas ou condições específicas que convém ler com atenção.
Esperar pode sair caro
Aqui está o ponto onde muita gente falha. Esperar por reviews, por promoções ou simplesmente porque “ainda está a pensar”.
Ao contrário do iPhone, os smartphones Android desvalorizam mais depressa. Assim que o novo modelo chega às lojas, o anterior perde atratividade quase de imediato. Os incentivos mudam, as campanhas desaparecem e o valor de retoma cai.
Ou seja, quanto mais se espera depois do lançamento, menos o telefone antigo vale. A melhor forma de evitar uma perda grande é agir cedo.
O estado do equipamento continua a mandar
Por fim, há uma verdade que nenhum bom timing resolve. Um telefone em mau estado vai valer pouco, mesmo em campanhas agressivas.
Assim, ecrãs partidos, baterias degradadas ou danos visíveis continuam a penalizar bastante o valor final. Manter o equipamento em boas condições ao longo do tempo continua a ser uma parte importante da equação.

