Honor Magic 8 Lite: 399€ e à prova de mãos de manteiga!

Já falámos um bocadinho do Honor Magic 8 Pro, o mais recente topo de gama da fabricante Chinesa para o mercado global. Um smartphone extremamente apetrechado, que aposta muito (e bem) na qualidade de construção, e capacidade de captura de imagem a partir do seu ENORME módulo de câmaras traseiro.

Pois bem, logo abaixo do modelo Pro, temos o Lite. Algo curioso, porque já não é muito comum ver esta nomenclatura no mercado Europeu. Mas, ainda assim, parece ser uma aposta tão grande quanto o tamanho do módulo de câmaras do modelo mais caro.

Estamos a falar de um smartphone com muita qualidade de construção, performance QB, um design vistoso, boa capacidade de captura de imagem, e ao que tudo indica, um design muito inteligente para evitar que se parta todo nas tuas mãos (ou fora delas).

Além de tudo isto, temos ainda uma super bateria de 7500mAh, que promete ser capaz de manter a sua capacidade durante anos a fio, graças a vários algoritmos de IA.

Honor Magic 8 Lite: 399€ e à prova de mãos de manteiga!

Portanto, temos de ser honestos logo a começar o artigo. O Magic 8 Lite não apresenta grandes ganhos em nenhuma das áreas que de facto se dá valor no mundo dos smartphones. Em vez disso, prefere ser bom em tudo, ao mesmo tempo que apresenta uma resistência ao uso diário que é inegavelmente fora do normal.

Especificações Técnicas

  • Ecrã: 6.7” (2640 * 1200) AMOLED // 120Hz
  • SoC: Snapdragon 6 Gen 4
  • RAM: 8GB
  • Armazenamento: 256GB
  • Bateria: 7500mAh
  • Câmaras:
    • 108MP com OIS
    • 5MP Ultrawide
    • Frontal: 16MP
  • Dimensões e Peso: 162x76x7.8mm, 193g
Mais concretamente, temos:
  • Ecrã OLED grande e brilhate
  • Bateria enorme num chassis fino
  • Muita resistência a quedas e pancadas
Como lados menos positivos:
  • Módulo de câmaras é basicamente o mesmo
  • Performance sobe, mas sobe pouco

Que smartphone é este?

A versão Lite é sempre aquela que mais vende, segundo a Honor.

Ou seja, esta gama tem vindo a ganhar muita fama na Europa, especialmente em mercados como o nosso, ainda tão agarrado aos operadores e aos pontos. No fundo, o Magic 8 Lite apresenta-se como o novo campeão da qualidade-preço, com boas campanhas à mistura.

Dito tudo isto, a 399€, o novo Lite da Honor aparece no mercado a precisar de lutar contra modelos como o Redmi Note 15 Pro, e o Samsung Galaxy A56. Uma batalha árdua.

Design e Ecrã

 

No ano passado, a Honor, como muitas outras fabricantes Chinesas, ainda andava a brincar aos vidros curvos no ecrã. Mas, em 2026, isso acabou. O Magic 8 Lite aparece com um ecrã plano, e com um corpo muito mais em linha com o modelo Pro. Isto significa que parece agora um dispositivo mais moderno, e até mais capaz. Aliás, parece mais caro do que aquilo que é na realidade.

Dito tudo isto, aparece no mercado com uma espessura de 7.9mm, ao mesmo tempo que alberga uma bateria de 7500mAh. É um quase absurdo, mas é real. Talvez ainda mais absurdo que isto, é o facto de aguentar quedas até 2.5 metros sem grandes problemas, graças a um design interno muito inteligente e resistente.

O vidro Victus 2 no ecrã também ajuda a explicar porque é que este Lite transmite tanta confiança no dia a dia. Até a utilização com dedos molhados está garantida, algo raro num smartphone acessível.

Ecrã e som: finalmente com HDR a sério

O ecrã é ligeiramente maior do que no modelo anterior, não porque a Honor tenha aumentado o painel, mas porque as margens foram reduzidas para apenas 1.3 mm. O resultado é uma impressionante taxa de aproveitamento frontal de 94.6%, com o ecrã praticamente a ocupar toda a frente do telefone.

A resolução desceu ligeiramente face à geração anterior, mas não a um nível que afete a nitidez do texto ou o detalhe das imagens. O painel AMOLED continua a oferecer cores vivas, bom contraste e uma experiência visual muito sólida para jogos e consumo de vídeo.

A taxa de atualização dinâmica entre 60 e 120Hz já é comum neste segmento, mas há muita qualidade, ao ponto de parecer um painel pensado para voos mais altos, ou seja, mais Pro. Tens também vários modos de cor e temperatura nas definições, bem como um conjunto bastante completo de opções de proteção ocular, agora organizadas de forma mais clara.

Uma das grandes novidades é o suporte HDR em streaming. Algo que não era propriamente um ponto forte nos Lite anteriores. Em 2026, isso mudou. Netflix e YouTube funcionam sem problemas, e apesar de ser difícil confirmar os alegados 6000 nits de brilho máximo em HDR, a visibilidade no exterior é excelente, mesmo em dias muito luminosos.

No som, continuamos com um sistema de duas colunas, uma inferior e o auricular a ajudar. O volume máximo é surpreendentemente alto, sem destruir completamente a qualidade.

Não há grande presença de graves, como seria de esperar, mas para vídeos, redes sociais ou música ocasional, não há propriamente necessidade de recorrer a auscultadores.

Câmaras? Já pedia algo novo

Aqui começa a notar-se mais claramente o peso dos anos.

Com exceção de pequenos ajustes de software, a Honor mantém praticamente o mesmo conjunto de câmaras traseiras há três gerações. O sensor principal de 108 MP com OIS continua presente, acompanhado por uma ultra grande angular de 5 MP que já mostra claramente a idade.

A câmara ultra grande angular cumpre, mas pouco mais. Capta muito espaço, sim, mas perde rapidamente detalhe, tem alcance dinâmico limitado e sofre bastante em interiores, mesmo com boa iluminação. É uma câmara que vais usar pouco.

A câmara principal comporta-se melhor. A abertura f/1.8 ajuda a captar bastante luz em exteriores, o equilíbrio de cores está bem afinado e não cai em exageros artificiais. As imagens são reduzidas automaticamente para 12 MP, com um nível de detalhe aceitável para a gama.

O OIS ajuda. No fundo, o desempenho é semelhante ao de outros rivais diretos, sem grandes destaques, tanto de dia como à noite.

Os modos de zoom 2x e 3x recorrem a corte do sensor e pixel binning. Curiosamente, tal como no modelo anterior, o 3x acaba por produzir resultados mais limpos do que o 2x. À noite, ambos sofrem com ruído e zonas queimadas, mesmo com o modo noturno ativo.

À frente, a câmara de 16 MP é competente. Boa cor, detalhe aceitável em boa luz e perfeitamente suficiente para videochamadas e selfies ocasionais. Não impressiona, mas também não compromete.

No final do dia, por 399€, é um conjunto bem conseguido.

Software

Ao contrário da nova abordagem visual mais inspirada no iOS que a Honor tem vindo a explorar nos modelos topo de gama, aqui a interface é mais simples e direta. Algo que, honestamente, até joga a favor da usabilidade.

As funcionalidades são conhecidas. Magic Capsule ao estilo Dynamic Island, Magic Portal para partilha rápida de conteúdos entre apps, boa personalização do ecrã inicial e widgets próprios. A integração com o Google Gemini está presente, assim como ferramentas de IA para tradução, transcrição de áudio e resumos de texto. A galeria também inclui algumas funções de edição com recurso a IA.

Nada disto é revolucionário, mas funciona bem.

E há um ponto muito importante. A Honor promete seis atualizações de Android e seis anos de atualizações de segurança. Algo raríssimo neste segmento e que coloca este Lite ao nível de marcas como a Google ou a Samsung.

Performance e bateria. Aqui não há discussão

A corrida às baterias gigantes está bem viva, e as marcas chinesas estão claramente na frente. No Magic 8 Lite, isso traduz-se numa bateria absurda de 7500mAh, mais 900mAh do que no modelo anterior.

Para ter ideia, são mais 2500mAh relativamente ao S25 Ultra da Samsung. Quase 3000 mAh face ao iPhone 17 Pro Max. Mete respeito.

Na prática, não há nada nesta gama de preços que chegue perto da autonomia deste smartphone. Dois dias de utilização são fáceis. Com algum cuidado, dá para entrar no terceiro dia. Mesmo com uso intensivo, dificilmente ficas sem bateria no primeiro dia.

O carregamento rápido de 66W continua presente, mas o carregador já não vem na caixa. (Porém, a Honor oferece num pack promocional.) Dito isto, uma carga completa demora cerca de uma hora e dez minutos, e meia hora chega para recuperar cerca de metade da bateria.

Em termos de desempenho, o Snapdragon 6 Gen 4 faz exatamente aquilo que se espera. Não é um monstro, mas é eficiente e mais rápido do que a geração anterior. Com 8GB de RAM e 256GB de armazenamento, o conjunto é equilibrado.

Para jogos, é aceitável. Os títulos ajustam-se automaticamente para definições mais baixas, e o desempenho mantém-se estável, mas claramente não é aqui que o Magic 8 Lite quer brilhar.

Conclusão

O Honor Magic 8 Lite não é um salto geracional em termos de desempenho ou câmaras. Mas compensa isso com algo que poucos concorrentes conseguem oferecer: resistência, autonomia e longevidade.

É um smartphone feito para durar, aguentar quedas, aguentar água e passar dias longe da tomada. É pensado para a guerra! Junta-lhe um ecrã de qualidade, um design bem conseguido e uma promessa de atualizações muito acima da média, e tens aqui uma proposta extremamente sólida.

Assim, se queres um smartphone que simplesmente não te deixe ficar mal durante vários anos, o Magic 8 Lite faz todo o sentido.

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Nuno Miguel Oliveira
Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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