Muito se tem dito acerca de uma potencial subida de preços em tudo e mais alguma coisa, dentro do gigantesco mundo da tecnologia. Até aqui, a Apple parecia estar imune, porque lançou o iPhone no ano passado, e claro, tem os componentes necessários para aguentar esta tempestade, pelo menos por agora.
Mas… Várias informações a circular nos corredores da indústria apontam para uma Apple prestes a ter um problema sério com os preços já em 2026. Como quase sempre acontece nestes casos, quem vai acabar por pagar a conta são os consumidores.
Apple pode ter problemas com preços já em 2026

Segundo novos rumores vindos da cadeia de fornecimento de componentes, a Apple só conseguiu garantir acordos de fornecimento de memória DRAM para a primeira metade de 2026. A partir daí, tudo fica em aberto.
Como deves imaginar, num mercado onde a memória está cada vez mais cara, isso raramente é boa notícia.
A crise da memória não perdoa nem a Apple
Durante anos, a Apple foi vista como “intocável” neste tipo de crises. A empresa costuma fechar acordos de longo prazo com a Samsung e a SK hynix, garantindo preços estáveis e fornecimento seguro, enquanto outras marcas ficam a ver navios.
Desta vez, parece não ter sido bem assim.
Os acordos de fornecimento de DRAM terão ficado limitados apenas ao primeiro semestre de 2026. Ou seja, até junho está tudo mais ou menos controlado. A partir daí, se não houver novo acordo, os preços podem disparar.
Aqui vale a pena salientar que além das subidas já verificadas, fala-se em subidas de cerca de 70% na DRAM e até 100% na NAND. Mesmo para a Apple, há limites no que se consegue negociar.
iPhone 18 pode ser o grande sacrificado
Os rumores apontam para um cenário relativamente simples.
Produtos lançados ou produzidos na primeira metade do ano, como o iPhone 17e ou novos MacBook Pro com M5 Pro e M5 Max, devem estar relativamente protegidos. O problema começa com a geração seguinte.
O iPhone 18, especialmente nas versões com mais armazenamento, pode chegar ao mercado mais caro. Não porque a Apple queira inovar menos ou cortar custos, mas porque a memória está simplesmente muito mais cara.
MacBooks também não escapam
O problema não se fica pelo iPhone.
Há também rumores de que o futuro MacBook Pro com ecrã OLED e chip M6 poderá sofrer aumentos significativos. E não apenas por causa da mudança do mini-LED para OLED, mas também pelo aumento do custo da memória e armazenamento.
Quando se somam todas estas variáveis, o resultado é quase inevitável. Hardware mais caro, margens para proteger, preços a subir.
Conclusão
Durante muito tempo, a Apple conseguiu navegar estas crises com mestria. Mas a atual guerra pela memória, alimentada pela inteligência artificial e pelos centros de dados, está a afetar toda a indústria sem exceções.
Se os acordos de fornecimento não forem alargados para a segunda metade de 2026, o iPhone 18 pode muito bem chegar mais caro às lojas.
Como temos vindo a dizer, se estás na expectativa para comprar tecnologia. Talvez seja melhor como já. Caso contrário, vai ser como no mundo do imobiliário. As pessoas estão sempre a aguardar, e os preços a aumentar.

