Deves usar sempre o Filmmaker Mode na tua TV. Eis o motivo!

Durante anos, e hoje em dia ainda funciona um bocadinho assim, as televisões venderam-se com base em especificações técnicas. Ou seja, números! Mais brilho, mais contraste, mais nitidez, mais fluidez. Tudo “mais”. Mas, as coisas não funcionam bem assim.

Aliás, é exatamente aqui que entra o Filmmaker Mode. Um modo que existe para contrariar exageros nos números, de forma a devolver aos filmes e séries aquilo que foi pensado por quem os criou.

O que é afinal o Filmmaker Mode?

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O Filmmaker Mode nasceu em 2020, através da UHD Alliance, com o apoio direto de realizadores como Martin Scorsese, Christopher Nolan, Denis Villeneuve ou Rian Johnson. A ideia é simples. Mostrar o conteúdo tal como foi pensado no estúdio, sem “embelezamentos” artificiais feitos pela televisão.

É que hoje em dia, as novas TVs são de facto inteligentes, e trazem imensa tecnologia pensada para melhorar a qualidade de imagem. Mas, melhorar nem sempre significa exatamente isso.

Por isso, com o modo Filmmarker, acabas com as cores inflacionadas, movimentos falsos, e nada de truques para impressionar numa loja com luzes agressivas.

É cinema. Ponto final.

Hoje em dia está disponível em marcas como LG, Samsung ou TCL, e já começa a ser reconhecido por várias plataformas de streaming.

O que é que o Filmmaker Mode muda na prática?

Antes de mais, o Filmmaker Mode desliga o famigerado motion smoothing. Aquele efeito que faz os filmes parecerem novelas baratas, conhecido como “efeito telenovela”. Se há algo que realizadores odeiam, é isso.

Depois, força o uso da taxa de frames original do conteúdo. Filmes a 24 fps continuam a 24 fps. Séries a 25 ou 50 fps mantêm-se assim. Nada de interpolações inventadas. Entretanto, o modo também respeita o rácio de imagem original. Se o filme foi pensado para 2.39:1, é isso que vais ver.

Além de tudo isto, as cores passam a seguir um perfil mais neutro e realista, com ponto de branco D65, que é o padrão da indústria cinematográfica.

Por fim, a nitidez excessiva, redução de ruído agressiva e ajustes dinâmicos de brilho também são desativados.

Mas a imagem não fica “pior”?

Aqui está o ponto onde muita gente estranha.

Sim, à primeira vista, especialmente se já estás habituado aos truques que a tua TV trouxe para cima da mesa.

Dito isto, o Filmmaker Mode pode parecer menos impressionante. Menos brilhante, menos saturado, e por isso menos impactante. Mas isso acontece porque estamos habituados a ver imagens adulteradas. Depois de alguns minutos, o cérebro ajusta-se, e de repente, tudo faz mais sentido. Tons de pele naturais. Sombras com detalhe. Movimentos suaves e cinematográficos.

Ficas com um “mini” cinema em casa.

E para HDMI, consolas ou boxes?

Curiosamente, o Filmmaker Mode também funciona muito bem com fontes HDMI externas. Boxes de streaming, leitores Blu-ray e até algumas consolas beneficiam de uma imagem mais limpa e consistente.

Claro que não é o modo ideal para jogar, onde a prioridade é latência e fluidez. Mas para filmes e séries, é difícil pedir melhor sem entrar em calibrações manuais.

Conclusão

Antes de mais nada, o Filmmaker Mode não existe para agradar a todos. Existe para respeitar o conteúdo. Para o mostrar como este foi pensado. Deves pelo menos experimentar.

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Nuno Miguel Oliveira
Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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