Se tens o hábito de fazer backups para um disco externo, guardá-lo numa gaveta e esqueceres-te dele durante meses ou anos, para tudo o que estás a fazer. Podes estar prestes a perder as tuas fotos, documentos e memórias mais importantes. A verdade é dura: os teus dados podem evaporar-se se não tiveres cuidado. A maioria das pessoas assume que um SSD desligado é um cofre eterno. Não é e os backups em SDD desaparecem com o tempo. E precisas de definir um lembrete no telemóvel agora mesmo.
O perigo silencioso dos backups em SSD desligados
Ao contrário dos discos rígidos mecânicos (HDD), que gravam dados magneticamente e podem aguentar anos sem energia, os SSDs e as pens USB funcionam de forma diferente. Eles guardam a informação através de cargas elétricas. Com o tempo, se o dispositivo não receber energia, essa carga degrada-se. O resultado? Os bits começam a falhar e os teus ficheiros corrompem-se ou desaparecem totalmente.

Os requisitos da especificação JEDEC para SSDs de consumo apontam para uma retenção de dados de apenas um ano se o disco estiver desligado e guardado a uma temperatura de 30°C. Se falarmos de SSDs empresariais, o cenário é ainda mais assustador: podem aguentar apenas três meses a 40°C.
Isto significa que aquele backup que fizeste há 14 meses e deixaste na prateleira pode já estar comprometido.
A solução: liga-o à corrente!
Não entres em pânico, mas age rápido. A solução é ridiculamente simples, mas exige disciplina. Tens de ligar os teus discos periodicamente para recarregar as células de memória e garantir que o controlador do disco consegue verificar a integridade dos dados.
O que deves fazer agora mesmo:
Define um lembrete recorrente: Usa o Google Calendar, Lembretes da Apple ou o Outlook. O ideal é verificares todos os teus discos a cada seis meses. Se forem apenas HDDs mecânicos, uma vez por ano pode chegar, mas com SSDs e Pen Drives, não arrisques.

Liga os discos: Entretanto quando o lembrete tocar, não o ignores. Liga o disco ao computador. Deixa-o montar o sistema de ficheiros e verifica se consegues aceder às pastas. Só o facto de receber energia já ajuda a manter a saúde das células de memória.
Vai mais longe: faz um check-up completo
Já que tens o disco ligado, aproveita para ver se ele está de boa saúde antes que morra de vez.
No Windows: Usa uma ferramenta como o CrystalDiskInfo. Ele lê os dados S.M.A.R.T. do disco e diz-te imediatamente se há setores danificados ou avisos de falha iminente.
No macOS: Podes usar o Utilitário de Discos para verificar o estado S.M.A.R.T. ou correr o SOS para detetar erros.
A regra de ouro 3-2-1
Entretanto se tens dados que não podes mesmo perder, confiar num único disco guardado na gaveta é jogar à roleta russa digital. Assim segue a regra 3-2-1:
- 3 cópias dos teus dados importantes.
- 2 tipos de armazenamento diferentes (por exemplo, um no computador e outro num disco externo).
- 1 cópia noutro local físico (como na nuvem ou em casa de um familiar).

