Apple e Intel são amigas outra vez?

7nm, tsmc, chip, chips, 3nm, 2nmHá namoros que acabam com estrondo! A relação entre a Apple e a Intel é um exemplo disso mesmo, ao terminar de forma ruidosa em 2020. Altura em que a Apple virou costas, seguiu caminho próprio com os seus chips, e durante anos a mensagem foi clara… Nunca mais!

Pois bem, afinal talvez não seja bem assim. Os rumores mais recentes apontam para um regresso. Porém, com regras completamente diferentes.

A Apple não quer chips Intel. Quer as fábricas da Intel.

Antes de mais nada, isto não é um regresso aos “Intel Inside”.

intel inside

Pelo menos não no sentido literal da coisa.

Apple não está interessada em usar processadores desenhados pela Intel, o que é obviamente normal e natural. Os processadores da Apple andam a fazer um sucesso absurdo no mercado.

Por isso, o que está em cima da mesa é algo muito mais pragmático, e que faz muito mais sentido. Ou seja, usar as fábricas da Intel para produzir chips desenhados pela própria Apple.

Mais concretamente, a Apple quer fugir do domínio da TSMC, que anda a encarecer os seus processos de produção quase todos os meses.

Assim, segundo vários analistas, a Intel poderá começar a fabricar chips da Apple já em 2027 para iPads e Macs, recorrendo ao processo 18A. Os iPhones entrariam mais tarde, algures em 2028, usando o processo 14A. Tudo isto começaria, ao que tudo indica, nos modelos não Pro.

O problema chama-se TSMC. E também se chama IA.

 

Durante anos, a Apple foi o cliente número um da TSMC. Tinha prioridade, capacidade garantida e poucas dores de cabeça. Aliás, a Apple era quem mais dinheiro deixava em cima da mesa. Existia uma relação muito próxima entre as duas empresas.

Isso acabou. Hoje quem manda é a NVIDIA, e o motivo é óbvio: centros de dados, IA, aceleradores, volumes absurdos de produção. A Apple deixou de ser prioridade absoluta, e isso é um problema sério quando se vendem centenas de milhões de iPhones por ano.

Assim, trazer a Intel para o jogo é, acima de tudo, um plano B. Uma forma de garantir capacidade, previsibilidade e menos dependência de um único parceiro.

Há também política pelo meio. E não é pouca.

Este movimento tem outra leitura importante.

Produzir chips em fábricas da Intel significa produzir mais chips em solo norte-americano. E isso, em 2026, não é um detalhe irrelevante.

Entre incentivos governamentais, pressões geopolíticas e políticas industriais cada vez mais agressivas, a Apple ganha margem de manobra. Produção local é sempre uma carta forte para jogar quando o ambiente político muda.

Conclusão

Em suma, a Apple não está a voltar atrás. Está a adaptar-se a um mercado cada vez mais complexo. Aliás, se há coisa que a Apple faz bem, é manter o controlo. Isto não é exceção.

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Nuno Miguel Oliveira
Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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