A questão aqui é… para quem, e para quê? Apesar de tudo aquilo a acontecer no lado da OnePlus, a realidade é que a marca nunca foi tímida quando o assunto é experimentar hardware fora da caixa.
Pelos vistos, a próxima experiência pode ir ainda mais longe do que aquilo que já vimos. Ou seja, segundo novas fugas de informação, a marca está a testar um ecrã de 240Hz, fornecido pela BOE. Um salto enorme face aos 165Hz já impressionantes do OnePlus 15.
A questão é simples: isto faz sentido num smartphone?
240Hz no bolso? Calma… Há coisas que não faz sentido pagar.

O leak aponta apenas para testes internos. Ou seja, não existe confirmação de que este painel vá chegar a um produto final, nem sequer sabemos que modelo o está a testar. Pode ser um protótipo, pode ser algo pensado para o próximo topo de gama, ou pode nunca sair do laboratório.
Convém lembrar que muitas marcas testam hardware extremo que acaba por ser descartado. Dito isto, um ecrã de 240Hz levanta logo três problemas óbvios:
- Consumo energético
- Aquecimento
- Impacto na autonomia
Num telemóvel, isto pesa muito. Muito mais que num computador.
OnePlus 16? Talvez… mas não é garantido
A especulação aponta para o OnePlus 16, o provável flagship de 2026. Mas, para já, não passa disso mesmo, especulação.
Curiosamente, os rumores dizem também que a OnePlus está a testar baterias gigantes, perto dos 9.000mAh, recorrendo à tecnologia Glacier Battery em parceria com a CATL. Se isto for verdade, então um ecrã mais exigente começa a fazer um pouco mais de sentido.
Há ainda referências a testes com novo hardware de câmara, incluindo uma lente periscópica de 200MP, o que mostra que a marca está claramente em modo “vamos ver até onde conseguimos ir”.
Marketing ou evolução real?
Aqui entra a parte crítica.
Num smartphone, 240Hz é quase irrelevante para 99% dos utilizadores.
É exatamente por isso que os 120Hz chegaram, conquistaram, e contiuam reis e senhores do mercado. Ou seja, 120Hz já é mais do que suficiente para fluidez, e 165Hz serve essencialmente para números de marketing e nichos muito específicos.
isto arrisca-se a ser mais um “olhem para nós” do que uma melhoria real da experiência.
Conclusão
A OnePlus está a testar limites. Isso é bom. Mostra ambição e vontade de diferenciar.
Mas um ecrã de 240Hz só fará sentido se vier acompanhado de gestão inteligente, bateria à altura e benefícios reais no dia a dia. Caso contrário, é apenas mais um número bonito numa ficha técnica.
Um número que alguém vai ter de pagar. Porque manter qualidade de imagem num ecrã com uma maior taxa de atualização de frames não é nada barato.

