A DIGI entrou a ganhar onde dói mais às outras operadoras: no preço. Fibra + TV com valores agressivos, instalação simples, e uma proposta sem tretas que muitos em Portugal queria há anos. O problema? Assim que a novidade passa e a TV vira rotina (notícias ao jantar, futebol ao fim-de-semana, desenhos para as crianças), a app começa a ser o ponto fraco e isso está a aparecer vezes sem conta no feedback de utilizadores nos fóruns portugueses. E o mais curioso é que não são pedidos luxuosos. É o básico do básico para uma app que quer substituir uma box tradicional. Então quais as mudanças na app que os clientes DIGI mais pedem?
DIGI: as mudanças na app mais exigidas
1) Logouts aleatórios
Se há uma queixa que aparece repetida em modo papagaio é esta: a app sair da sessão sem motivo. Para um utilizador tech, é chato. Para uma pessoa mais velha em casa, é devastador: fica sem TV e precisa de ajuda para voltar a entrar. Este tipo de falha mata a confiança no serviço porque TV é carregar e ver, não é carregar e resolver problemas. (E sim, isto aparece como o grande pedido em vários comentários e threads.)
O que as pessoas querem aqui: estabilidade e persistência de sessão. Uma app de TV não pode comportar-se como uma app de banco (ultra-paranóica) nem como uma app beta que se esquece de quem tu és.

2) 25 fps na app: o rodapé arrasta e o futebol fica estranho
A segunda grande dor é bem específica: fluidez da imagem.
Há utilizadores a queixarem-se de arrasto em rodapés de notícias e em movimentos rápidos (bola no futebol, câmaras a seguir ação). A discussão aparece associada à app estar a correr/entregar 25 fps em vez de 50, e isso torna-se visível precisamente nos conteúdos onde a fluidez é tudo. Isto é daqueles detalhes que muita gente não sabe explicar tecnicamente… mas sente: algo não está suave.
O que o público pede: opção real (ou implementação real) de 50 fps/50 Hz na app, com adaptação decente às TVs e boxes mais comuns.
3) A app devia abrir na TV em direto
Outra crítica recorrente: a DIGI TV, para muita gente, não parece uma app de TV. Parece uma app genérica que dá para abrir na TV… mas não foi desenhada para ser usada com comando, no sofá, todos os dias.
O que aparece no feedback é quase sempre a mesma ideia: devia arrancar diretamente na TV em direto, ter uma navegação mais direta de canais; e o voltar atrás/andar para trás na emissão não pode ser um puzzle.
E isto liga com o ponto seguinte: quando a experiência de navegação falha, até uma funcionalidade boa parece má porque ninguém a encontra, ninguém percebe, ninguém confia.

4) Reordenar canais e gravar programas
Aqui há dois desejos que aparecem quase automaticamente em qualquer serviço de TV:
Reordenar canais (a sério)
Ter os canais perdidos, fora da ordem que a nossa cabeça já decorou, é meio caminho andado para frustração. E sim, esta conversa também aparece muito em fóruns portugueses porque é uma daquelas coisas pequenas que estragam o dia.
Gravações (cloud DVR) ou pelo menos uma solução clara
Muita gente quer gravar programas e mesmo quem não liga a gravações quer pelo menos um voltar atrás simples e óbvio.
A DIGI, oficialmente, promove a ideia de pausar e recuar conteúdos até 7 dias na app.
Mas o que se lê nas comunidades é: ok, mas a usabilidade ainda não está lá e há utilizadores a perguntar diretamente por gravação e por um comportamento mais parecido com o que já tinham noutros serviços.
O que a DIGI já diz que a app faz (e onde as pessoas acham que falha)
Só para meter ordem nisto: a DIGI descreve a DIGI TV como uma app para ver TV em vários dispositivos e consultar programação, com mais de 80 canais (dependendo do pacote/condições).
Ou seja: a base está lá. O que falta, pelo feedback real, é transformar a base em serviço que dá gosto usar.

