Isto não estava propriamente no bingo de 2026, mas está a acontecer. A Sony confirmou que está em conversações avançadas para criar uma parceria estratégica com a TCL, uma das maiores fabricantes chinesas de televisões e, curiosamente, uma das mais agressivas no segmento dos preços baixos.
Isto não é apenas uma colaboração técnica simpática. A ideia passa por algo bem mais sério.
O que está mesmo em cima da mesa?

Segundo a informação oficial, a TCL deverá ficar com 51% do negócio de entretenimento doméstico da Sony. Ou seja, passa a mandar. A Sony mantém uma posição minoritária, mas empresta aquilo que realmente interessa. O nome, a reputação e a tecnologia de imagem e som que fizeram da BRAVIA uma referência durante anos.
Os planos apontam para acordos finais assinados até março de 2026, com produtos a chegar ao mercado a partir de 2027. Estamos a falar de televisões e equipamento de áudio doméstico, tudo com branding Sony e BRAVIA, mas com a TCL a segurar o volante. O que é… Estranho por um lado, mas esperado por outro.
A Sony há muito que perdeu a mão deste mercado, e apesar de manter muita qualidade… O dinheiro não abunda como antigamente.
Sony premium, TCL eficiência. Boa mistura ou bomba-relógio?
A TCL construiu o seu império à base de preços agressivos, produção em escala e margens apertadas. Não é por acaso que domina muitos mercados onde “bom e barato” é o principal argumento. Já a Sony joga noutro campeonato. Com qualidade de imagem, processamento, calibração e uma aura premium que ainda pesa muito junto dos consumidores.
O que vai acontecer? A Sony entra com o know-how, o processamento de imagem e o prestígio da marca. A TCL entra com tecnologia de painéis, capacidade industrial global e custos muito mais controlados.
O risco? Ver o nome Sony colado a produtos mais baratos, com margens cortadas e decisões feitas mais para agradar à contabilidade.
Mas atenção, a TCL não é só “barato”!
Convém também não cair no preconceito.
A TCL tem mostrado músculo tecnológico, incluindo na último CES 2026, onde apresentou soluções Mini LED e painéis avançados que deixaram muita gente de sobrancelha levantada.
Ou seja, isto pode não ser assim tão mau quanto isso.
E agora?
Para já, tudo está numa fase inicial. Mas uma coisa é certa! Se esta parceria avançar, vai mexer seriamente com o mercado de TVs. Especialmente numa altura em que os preços sobem, as margens apertam e as marcas procuram formas criativas de continuar relevantes.

