É o adeus ao velho Cartão SIM físico? Tudo indica que sim!

Os cartões SIM físicos estão a desaparecer dos smartphones, e não é só no lado Android da coisa. Até a Apple olha para isto como a evolução natural de qualquer telemóvel. Aliás, o iPhone Air já só aceita eSIM.

Esta é uma decisão estratégica que já começou e que vai acelerar nos próximos anos.

Depois da Apple ter dado o primeiro passo nos iPhone mais recentes, marcas Android como a Google começam a seguir o mesmo caminho. O Google Pixel já aponta claramente para um futuro dominado pelo eSIM. E, goste-se ou não, o cartão SIM como o conhecemos está a ficar sem espaço.

O cartão eSIM até foi capaz de evoluir, visto que inicialmente era um cartão do tamanho de um multibanco e agora é uma coisa do tamanho de uma unha. Mas… Continua a ocupar espaço, que pode ser ocupado por outras coisas bem mais importantes.

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Porque é que os fabricantes querem matar o SIM físico?

Durante anos, o cartão SIM foi sinónimo de número de telefone, e de facto, de armazenamento de contactos. Mudou de tamanho, ficou mais pequeno, mais fino, mas a lógica manteve-se sempre igual. Um pedaço de plástico que entra e sai do telefone.

Mas, hoje em dia já não preciso ter um cartão físico para ter acesso ao nosso número de telemóvel. Além disso, os contactos estão todos em contas virtuais, algures na nuvem. O cartão SIM não faz agora qualquer sentido.

Além disso, para as fabricantes, o SIM físico ocupa espaço, obriga a componentes mecânicos, cria pontos de falha e limita o design interno. Num mundo onde cada milímetro conta, eliminar a gaveta do SIM é uma vitória para todos. Mais espaço para bateria, melhores sistemas de refrigeração, estruturas mais rígidas e menos pontos de entrada para água e pó.

Mas não é só uma questão de hardware.

eSIM é controlo, flexibilidade e escala

Com o eSIM, o cartão deixa de ser um objeto físico e passa a ser software. Um chip embutido no smartphone que pode armazenar vários perfis ao mesmo tempo.

cuidado: trocar para esim pode ter muitas desvantagens!

Na prática, isto significa que um único telefone pode ter vários números ativos. Não estamos a falar de 1 ou 2. Estamos a falar de vários! Algo impossível com SIM físicos. É por isso que os iPhone mais recentes conseguem suportar múltiplos eSIM em simultâneo, algo que nenhum sistema tradicional permitiria.

Para quem viaja muito, a vantagem é óbvia. Chegas a outro país, abres uma app, descarregas um plano local e está feito. Sem lojas, sem filas, sem cartões manhosos comprados à pressa no aeroporto.

É simples, rápido, e talvez mais importante que tudo isto, é muito mais barato.

Segurança reforçada, mas com um preço

Aqui entra o lado menos falado da história.

Um SIM físico pode ser retirado de um telefone roubado e usado noutro dispositivo. Isso permite fraudes, clonagens e acesso indevido a contas que dependem do número de telefone.

Com o eSIM, isso deixa de ser possível. O número está preso ao equipamento. Se o telefone for roubado, o ladrão não consegue usar o SIM noutro dispositivo. Isto torna o eSIM muito mais seguro e facilita o rastreio do equipamento através do IMEI.

Mas essa segurança tem um custo.

Se o telefone avariar, partir ou ficar inacessível, recuperar o número pode tornar-se um pesadelo. Em muitos casos, os operadores ainda dependem de SMS para autenticar o cliente. Ou seja, pedem acesso ao número… que está preso ao telefone avariado.

É chato, mas é uma daquelas coisas que apenas acontece porque estamos numa altura de transição.

Em suma, o futuro é eSIM, quer queiras quer não

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Nuno Miguel Oliveira
Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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