Ao que tudo indica, depois da ASUS, MSI, Lenovo, entre outras, a Gigabyte também pondera lançar uma consola portátil. Porém, apenas e só se tiver algo realmente de diferente para oferecer ao mercado.
Cada vez mais, o mercado das consolas portáteis de PC está cheio. Talvez até cheio demais. Afinal, desde que a Steam Deck abriu as portas em 2022, quase todas as marcas quiseram um lugar à mesa. Falta uma. A Gigabyte.
Mas há vontade!
A Gigabyte não quer fazer mais do mesmo, e ainda bem!

À margem da CES, o CEO da Gigabyte, Eddie Lin, admitiu que a empresa está a pensar na possibilidade de lançar uma consola portátil. Mas deixou logo um travão bem claro. Só avança se conseguir fazer algo que se destaque a sério.
Segundo Lin, construir uma consola portátil hoje em dia não é propriamente complicado. Basta olhar para a quantidade de fabricantes chineses que já o fazem. O problema não é, de todo, técnico.
Um mercado saturado e pouco criativo
O espaço está longe de estar vazio. Tens a ROG Ally da Asus, a Legion Go, a linha MSI Claw e as várias máquinas da GPD. Aliás, há muitas outras consolas, fruto do esforço de várias outras marcas. Mas sabem todas ao mesmo.
Sim, todas têm diferenças aqui e ali. Ecrã maior, comandos destacáveis, Windows mais ou menos afinado, chips da AMD ou da Intel. Mas sejamos honestos. Nenhuma trouxe uma ideia verdadeiramente transformadora.
São variações do mesmo conceito. É exatamente isso que a Gigabyte quer evitar.
A crise da memória também pesa
Há ainda outro fator que não pode ser ignorado. A atual crise nos preços da DRAM e da memória flash está a complicar a vida a todos os fabricantes. Componentes mais caros significam produtos finais mais caros.
E é aqui que está o problema a sério. Uma das grandes críticas dos jogadores, é exatamente o preço da grande maioria destas consolas. Sim, o hardware é bom, e o design é também ele quase sempre incrível. Mas… Pagar quase 1000€ por uma consola que não consegue jogar o mesmo que uma PS5 que até há bem pouco tempo esteve a 350€? Não faz sentido.
Ah… e 1000€ com a RAM assim até é bastante ambicioso. Os preços vão aumentar muito além desta barreira psicológica.
Conclusão
A Gigabyte está a observar. A analisar. E, acima de tudo, a recusar entrar só porque “toda a gente entrou”.
Num mercado saturado de consolas portáteis parecidas entre si, essa prudência até sabe bem. Agora fica a curiosidade. Se a Gigabyte avançar, o que é que terá de ser tão diferente para justificar a entrada?

