Se tens andado pelo Facebook, Instagram ou Twitter (X) nas últimas semanas, já sentiste o cheiro a esturro. De repente, parece que surgiu uma onda coordenada de ódio contra a DIGI. Será que são clientes reais ou há mãozinha para travar a debandada geral? Vamos pôr os pontos nos is. A DIGI entrou em Portugal como um elefante numa loja de porcelana. Partiu preços, obrigou a concorrência a mexer-se (finalmente!) e gerou filas de espera. Mas, com o sucesso, veio algo muito estranho: uma vaga de comentários tóxicos, alarmistas e, muitas vezes, suspeitos. Será um ataque à DIGI?
Ataque à DIGI? A guerra suja nas redes sociais e o pânico!
Estamos a assistir a uma campanha de desinformação ou a DIGI é mesmo um desastre? A resposta é: um pouco dos dois, mas com muito jogo sujo à mistura.

O fenómeno dos “Perfis Fantasma”
Já reparaste no padrão? Sai uma notícia sobre o sucesso da DIGI ou sobre a descida de preços, e a caixa de comentários enche-se instantaneamente.
Muitas vezes, não são críticas construtivas do tipo “o técnico atrasou-se”. São mensagens apocalípticas: “Cuidado, vão roubar os vossos dados!”, “O barato sai caro!”, “É uma empresa de leste sem garantias!”.
Se clicares nestes perfis, o que encontras? Muitas vezes são contas criadas há dias, sem foto, ou com fotos genéricas, que curiosamente só têm atividade para falar mal da nova operadora. Em linguagem técnica, isto chama-se Astroturfing: a prática de criar uma ilusão de apoio ou rejeição popular espontânea, quando na verdade é tudo orquestrado.
O medo é real (para a concorrência)

Não sejamos ingénuos. MEO, NOS e Vodafone tiveram o mercado na mão durante anos com preços alinhados. A DIGI veio acabar com a festa.
Temos recebido relatos de leitores sobre táticas de vale tudo nas linhas de retenção:
Operadores a dizer que a fibra da DIGI não é verdadeira.
Avisos de que a DIGI limita a velocidade ou vai sair de Portugal daqui a 6 meses.
Propostas indecentes para quem quer mudar, oferecendo agora o que diziam ser impossível há um mês.
Esta agressividade comercial transborda para as redes sociais. Plantar dúvidas sobre a segurança dos dados ou a qualidade da rede é a forma mais fácil de travar quem está indeciso.
Mas atenção: A DIGI não é imune a críticas!
Para que esta guerra suja funcione, ela precisa de se basear em factos. E a verdade é que a DIGI está com dores de crescimento (o que é normal). E isso dá munição aos haters.
Sim, o apoio ao cliente está muitas vezes incontactável. Sim, há instalações a falhar e portabilidades que demoram mais do que deviam. Mas isto são problemas logísticos de uma empresa que teve uma adesão explosiva, não são esquemas para roubar ninguém.
Há uma diferença gigante entre um cliente real a dizer “Estou frustrado porque ninguém atende o telefone” e um perfil falso a dizer “Não adiram, é uma burla!”.

O que deves fazer? Abre a pestana!
Nesta altura do campeonato, tens de ter um filtro apurado:
Ignora o alarmismo: Comentários vagos sobre “segurança” ou “origem romena” são, na sua maioria, ruído para te assustar.
Valoriza queixas reais: Se alguém se queixa de atrasos na instalação, isso é informação útil. É o preço a pagar por aderir no início.
Aproveita a guerra: Mesmo que não mudes para a DIGI, usa os preços deles para renegociares o teu contrato atual. O poder está finalmente do teu lado.

