Com a chegada da DIGI a Portugal, as operadoras que por cá andavam entraram em pânico. Estamos obviamente a falar da Vodafone, MEO e NOS. Isto ao ponto de criar sub-marcas low-cost que oferecem serviços extremamente parecidos, porém a preços bastante mais vantajosos, e claro, parecidos aos da DIGI.
Dito tudo isto, quando a DIGI chegou a Portugal eu ainda estava a entrar no segundo ano de contrato com o meu tarifário Vodafone Red Infinity, e como tal, decidi aguentar até ao fim para depois fazer contas e perceber o que queria de facto fazer.
Pois bem, como me dá jeito ter acesso à infraestrutura da Vodafone, que apesar de várias debilidades continua a ser a operadora com melhor cobertura em Portugal, decidi acabar com o meu tarifário que no mês passado já estava nos 45€ após o término dos 24 meses com desconto, e fui para a Amigo.
De certa maneira, mudei da Vodafone para a Vodafone, porque a Amigo é a marca low-cost da multinacional, que claro está, usa a mesma exata infraestrutura, com algumas limitações.
O que mudou? Vamos tentar perceber.
Mudei da Vodafone para a Amigo. Valeu a pena? O que mudou?

Sim, eu tentei usar a DIGI no lado da rede móvel por duas vezes, uma quando a operadora Romena chegou a Portugal, e na segunda vez há alguns meses atrás para perceber como tudo tinha mudado. E de facto, se na primeira vez fiquei com a sensação de que a coisa ainda não estava usável, na segunda vez fiquei agradavelmente surpreendido com a evolução. Porém, acho que ainda não está no ponto para quem anda um pouco por todo o lado, anda de metro, e também vai muito ao estrangeiro.
Por isso, decidi dar um passo para o lado, ao mesmo tempo que poupo umas boas centenas de euros por ano. Afinal de contas, vou passar de 45€ por mês (sem promoção) para 8€ por mês. Isto significa que, em 12 meses, vou passar de 540€ para apenas 96€. Uma loucura!
Como correu a mudança?
Depois de olhar para a minha última fatura da Vodafone (64€ devido a todos os extras em cima dos 45€), decidi que ia ser mesmo naquele dia que ia mudar. Fui imediatamente a uma banca de corredor da Amigo num shopping, falei com agente, e rapidamente tratei da portabilidade.
Tudo simples e feito em 5 minutos. Foi-me dado um novo cartão, e fui também informado de que a mudança seria feita num prazo que anda normalmente à volta das 72 horas (3 dias úteis). No meu caso, tratei da mudança na quarta-feira à noite, e na segunda-feira de manhã já era cliente Amigo.
O agente disse que a Vodafone me iria tentar ligar para reter. Mas… Ninguém me disse nada.
O que mudou para pior?
Sim, a experiência de utilização é exatamente a mesma, porque estou a usar as mesmas exatas antenas. Mas, sim, há limitações. Há coisas que mudaram para pior.
Ou seja, vou pagar muito menos, como já disse. Porém, se antes tinha 1Gbit de velocidade máxima em 5G, agora estou nos 150 Mbps de download.

Mas… Isto é mesmo um problema? Não. Para o meu uso não faz qualquer diferença. Aliás, para 99,9% das pessoas não vai fazer qualquer diferença.
A não ser que andes a sacar torrents à bruta, 150 Mbps é muito bom em qualquer rede 5G. Aliás, não é em qualquer sítio neste nosso pequeno Portugal em que consegues chegar a estas velocidades.
Outra coisa, o VoLTE não vem ativo por defeito. Dá para pedir a ativação e convém fazê-lo, porque melhora bastante a qualidade das chamadas.
Por fim, e tal e qual na Vodafone, não existe VoWiFi (Wi-Fi Calling).

