Stremio é grátis… então quem é que paga a conta?

Há perguntas que voltam sempre, e esta é uma delas. Isto porque o Stremio continua a ser uma daquelas apps que muita gente instala, usa todos os dias, recomenda a amigos e família, e nunca sente que está a ser “vendido” a um algoritmo qualquer.

Isto porque não há banners, não há pop ups, não há vídeos a arrancar sozinho com som.  O que a algumas pessoas dá aquela sensação de “ok, onde é que está o truque?”.

Afinal, se a plataforma é gratuita, tem apps para Windows, macOS, Android, iOS, Apple TV, web app, sincronização, contas, catálogo… como é que isto se paga? Se ninguém vê anúncios, de onde é que vem o dinheiro?

Stremio – A pergunta é simples e faz todo o sentido. De onde vem o dinheiro?

stremio
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Há uma equipa a trabalhar, há servidores, há manutenção, há suporte, há atualização constante, especialmente quando aparece algum problema, e se o utilizador não paga, alguém está a pagar.

Fica a ideia… Como sempre, se é grátis, então o produto somos nós. Ou vendem dados. Ou há ali uma jogada qualquer que ainda ninguém percebeu.

“É open source, por isso ninguém recebe” é um mito enorme!

Alguém diz que é open source e por isso os devs não recebem. É algo que antigamente acontecia muito, mas que hoje em dia… Bem… É raro.

Até porque Open source não quer dizer “trabalho grátis”. Quer dizer que parte do código está disponível publicamente. Só isso. Há projetos open source com equipas pagas por gigantes, há projetos open source financiados por empresas, e há projetos híbridos.

E, pelo que se discute, o Stremio encaixa mais nessa ideia de ser semi aberto. Há peças abertas, há outras que não são. E isso não é estranho. É normal em produtos que querem manter um controlo mais apertado sobre apps e distribuição.

A pista mais interessante: o Stremio pode ser financiado por “outros negócios”

Aqui é que a conversa fica realmente boa.

Um utilizador explica que o Stremio não parece ser um projeto de fim de semana. Há empresa por trás, há salários, há ofertas de trabalho com “competitive salary”, e isso implica dinheiro a sério.

Então como se sustenta?

Uma hipótese levantada é simples. O Stremio pode ser financiado por outras ventures do mesmo grupo. Tecnologia, publicidade, parcerias, investimento antigo, projetos paralelos. Há empresas que mantêm um produto gratuito porque ele serve como montra, como plataforma, como ecossistema, ou porque encaixa numa estratégia maior.

Isto acontece em todo o lado. E até faz sentido que um produto destes seja mais útil como base e como presença de mercado do que como máquina direta de subscrições.

Então… e o ecossistema?

Então e o debrid? Sim, muita gente usa Stremio com torrents, escolhe o que tem mais seeds, vê em 1080p e pronto. Sem dramas, e sem euros gastos.

Mas, outros dizem que sem debrid é impossível em certos países, certas ligações, ou em 4K com ficheiros grandes e poucos seeders. E aí o debrid muda tudo. Mais velocidade, menos esforço no dispositivo, stream via HTTP em vez de torrent, e para muita gente, menos chatices com avisos e cartas.

Ou seja, onde está a receita óbvia neste mundo? Não é no Stremio.

Está em tudo o que gira à volta. Serviços de debrid, hosts, infraestruturas, addons pagos, e por aí fora. O Stremio acaba por ser a porta de entrada. E quando és a porta de entrada, nem sempre és tu que cobras o bilhete.

Conclusão

Ninguém sabe muito bem de onde vem o dinheiro, mas a realidade é que, tal e qual como acontece no mundo da pirataria de streams, isto tem que mexer com dinheiro. Já ninguém trabalha de borla.

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Nuno Miguel Oliveira
Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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