Numa emergência, os segundos contam. Toda a gente sabe isso. O que quase ninguém sabe é que existe um erro simples, feito todos os dias sem pensar, que pode atrasar a chegada de socorro numa emergência quando mais precisas. Não tem a ver com pânico nem com não saber o que fazer. Tem a ver com um detalhe técnico que passa despercebido no dia a dia e que só se torna óbvio no pior momento possível.
Ligar para o 112 nem sempre é suficiente
Em caso de emergência, o instinto é imediato: pegar no telemóvel e ligar para o 112. Mas ligar não garante, por si só, que o socorro chegue rapidamente ao sítio certo.
Para que a ajuda seja enviada sem atrasos, é essencial que a localização seja identificada de forma rápida e precisa. E é aqui que entra o erro que quase toda a gente comete sem dar por isso.

Muita gente acredita que o telemóvel “sabe sempre onde está”. Na prática, isso depende de várias condições e muitas delas são desligadas propositadamente.
O hábito que parece inofensivo, mas não é
Para poupar bateria ou “ter mais privacidade”, muitas pessoas desligam dados móveis, desativam a localização ou usam permanentemente modos de poupança extrema de energia. No dia a dia, isto parece uma boa decisão. Em situações normais, raramente há consequências.
O problema surge no socorro numa emergência.
Sem dados ativos ou com a localização limitada, o telemóvel pode demorar muito mais tempo a comunicar a posição exata às autoridades. Em vez de uma localização precisa, o sistema fica dependente de antenas próximas ou de descrições feitas por quem está em stress.
E cada segundo perdido conta.
Quando não és tu a ligar, o risco é ainda maior
Este erro torna-se ainda mais grave quando a pessoa em perigo não consegue falar claramente, está inconsciente ou quando alguém liga por ela sem saber exatamente onde está.
Nessas situações, a localização automática do telemóvel pode ser a única forma de os serviços de emergência saberem onde enviar ajuda. Se essa informação estiver limitada ou desligada, o processo torna-se mais lento e mais confuso.
A ajuda pode chegar. Mas pode chegar tarde.

“Mas eu sei dizer onde estou”
É o que toda a gente pensa. Até ao momento em que precisa mesmo de o fazer.
Em situações de stress, é comum confundir nomes de ruas, não saber números de porta, não reconhecer pontos de referência ou simplesmente entrar em pânico. Há inúmeros casos em que o maior obstáculo numa chamada de emergência não foi a gravidade da situação, mas a dificuldade em indicar a localização correta.
Quando o telemóvel ajuda automaticamente, esse problema desaparece. Quando não ajuda, tudo depende da pessoa do outro lado da linha e do seu estado naquele momento.
Um detalhe que quase ninguém verifica
A maioria das pessoas nunca confirmou se o seu telemóvel permite localização ativa durante chamadas de emergência, mesmo com poupança de energia ligada. Nunca testou o ecrã de emergência. Nunca pensou nisso porque, felizmente, nunca precisou.
Mas é precisamente assim que estes erros passam despercebidos durante anos.
Não é viver com medo. É não criar obstáculos. Não se trata de andar em alerta constante nem de abdicar da privacidade no dia a dia. Trata-se apenas de não dificultar algo que pode ser decisivo num momento crítico.

