A inteligência artificial já não é novidade nos smartphones, apesar de ter subido de nível ao longo dos últimos anos. Porém, a verdade é que continua a ser o argumento favorito de qualquer flagship Android que se preze.
Pois bem, apesar da crise de memória, em 2026, isso não vai mudar.
A diferença é que algumas marcas começam finalmente a assumir a IA como parte estrutural do produto, e não apenas como mais um conjunto de funcionalidades escondidas nos menus. É exatamente isso que a Honor tenta fazer com o novo Honor Magic 8 Pro. Onde vamos ver novidades no software, mas também no hardware.
Um botão dedicado à IA. Goste-se ou não da ideia

O Magic 8 Pro chega com um botão físico dedicado à inteligência artificial.
Mais concretamente, um duplo clique abre imediatamente a câmara. Isto enquanto um toque prolongado ativa sugestões inteligentes com base no que está no ecrã.
Ou seja, este botão também serve de atalho para agentes de IA capazes de mexer em definições, editar fotos por voz ou sugerir ações consoante o contexto. É o tipo de coisa que, se funcionar bem, pode mesmo mudar hábitos.
Mas claro, se funcionar mal, vai ser ignorado ao fim de duas semanas. Já se sabe que aqui não há meio termo.
Hardware de topo, como se exige em 2026
Em termos de especificações, não há grandes surpresas. O Magic 8 Pro joga na liga dos campeões.
Tem um ecrã OLED de 6.71 polegadas com taxa de atualização adaptativa entre 1 e 120Hz e um pico de brilho que chega aos 6.000 nits. Além disso, no interior está o Snapdragon 8 Elite Gen 5, acompanhado por uma bateria de 6.270 mAh com carregamento rápido a 100W por cabo e 80W sem fios.
A Honor destaca ainda uma novidade técnica curiosa. Uma arquitetura híbrida GPU-NPU que promete melhorar jogos de baixa resolução, aumentando detalhe e fluidez através de IA. É uma ideia gira, mas que ainda não sabemos muito bem o que vai valer na prática.
Fotografia com IA em todo o lado
A câmara é outro campo onde a Honor aposta forte.

O sensor principal é acompanhado por uma teleobjetiva de 200MP pensada para fotografia noturna, com zoom ótico de 3.7x, estabilização ótica e um sensor de grandes dimensões. Junta-se ainda uma ultra grande angular de 50MP.
Dito isto, a diferença, segundo a marca, está no software. Estabilização assistida por IA, melhor retrato com bokeh mais natural, melhor desempenho em pouca luz e um sistema chamado AI Photos Agent que permite editar imagens por voz. Sim… Por voz. Isto significa que apagar objetos, expandir enquadramentos ou ajustar cores passa a ser uma conversa em vez de uma sequência de toques.
É também aqui que entram as funções de deteção de deepfakes e clonagem de voz, pensadas para chamadas e comunicação em tempo real. A ideia é boa! Porém, falta perceber o quão fiável é no mundo real.
Android com visual Apple e compatibilidade inesperada
O Magic 8 Pro estreia o MagicOS 10, um Android com forte aposta em transparências e efeitos visuais que lembram bastante o Liquid Glass do iOS. Não é coincidência. A Apple vende, e a Honor sabe que ainda há quem ligue às tendências que a grande rival implementa.
Curiosamente, há também integração com o ecossistema da Apple. Partilha de notificações com iPhone e Apple Watch, envio de fotos para Macs por drag and drop e uma ferramenta de migração direta para quem vem do iOS. Algo impensável há poucos anos.
Preço de flagship, sem surpresas
Em Portugal ainda não temos preço, mas lá fora, no Reino Unido, começa nas 1099 libras.
Ou seja, não é barato, mas é mais barato que a grande maioria dos smartphones topo de gama Android. Algo interessante, porque oferece o mesmo, por vezes até mais, por menos alguns euros.
Ainda assim, fica a ideia de que a Honor perdeu força depois de ter regressado em grande. Resta saber se este novo lançamento lhe dá mais alento.

