Levaste o Chrome para 2026? Tens mesmo de mudar estas definições

Há dezenas de browsers no mercado. Do Edge ao Brave, passando pelo Arc ou Firefox. E a verdade é que, volta e meia, todos nós pensamos em mudar. Mas, no final do dia, a grande maioria acaba por regressar ao “velho” Google Chrome. Porquê? Não é por ser o mais bonito, nem sequer o mais rápido. É pela fricção zero. Se vives dentro do ecossistema Google (Gmail, Drive, Docs), o Chrome funciona quase como um sistema operativo. Abres o portátil, pegas no telemóvel e tudo está lá: histórico, palavras-passe e separadores abertos. Além disso, como o motor Chromium é o padrão da web, é o único sítio onde tens garantia absoluta de que 100% dos sites vão abrir sem erros. Mas sejamos honestos: o Chrome tem defeitos graves. Se levaste o Chrome para 2026 tens de mudar estas definições.

Chrome em 2026: o que tens de mudar!

A boa notícia? Podes resolver (quase) tudo isso com alguns ajustes rápidos. Eis o que tens de fazer para domar a fera em 2026:

1. O Problema da RAM (O Chrome devora memória)

Entretanto a arquitetura do Chrome isola cada separador num processo diferente. Isso é ótimo para a estabilidade, mas péssimo se tiveres 8GB ou 16GB de RAM.

A Solução: Vai às Definições > Desempenho.

Ativa a Poupança de Memória. Podes defini-la como “Moderada” ou “Máxima”. Isto força o browser a “congelar” os separadores que não usas há algum tempo, libertando gigabytes de memória para o que estás realmente a fazer.

estas três coisas dão velocidade ao google chrome! experimente

Dica Extra: Na mesma secção, ativa a Poupança de Energia para ligar assim que desligas o cabo do carregador, e não apenas quando a bateria chega aos 20%.

2. O Problema da Privacidade (O Chrome espia-te para dar anúncios)

Com o fim dos cookies de terceiros, a Google introduziu a “Privacy Sandbox”. Basicamente, o browser analisa o teu histórico e cria um perfil de interesses para entregar aos anunciantes. É “menos mau” que os cookies, mas continua a ser monitorização.

A Solução: Vai a Definições > Privacidade e Segurança > Privacidade de Anúncios.

Aqui, deves desligar manualmente três opções: Tópicos de anúncios, Anúncios sugeridos por sites e Medição de anúncios. Assim, impedes que o browser crie esse perfil publicitário sobre ti.

3. O Problema dos Bloqueadores (Manifest V3)

A Google mudou as regras das extensões (o tal Manifest V3), o que limitou a eficácia de bloqueadores clássicos como o uBlock Origin.

A Solução: Tens duas hipóteses.

Muda para versões “Lite” dos bloqueadores, como o uBlock Origin Lite, que estão otimizados para as novas regras e continuam a ser eficazes sem pesar no browser.

Para utilizadores avançados: usa um bloqueador a nível de DNS (como o NextDNS). Isto filtra a publicidade antes sequer de ela chegar ao Chrome, contornando qualquer restrição do navegador.

4. O Problema da “Tralha” (Bloatware)

Ultimamente, o Chrome encheu-se de funcionalidades que ninguém pediu: listas de compras, pesquisas visuais e botões laterais.

A Solução: Clica com o botão direito na barra de ferramentas e desaperta tudo o que não usas no painel lateral. Nas definições de “Serviços Google”, desativa também as opções de “Listas de Compras” e “Seguimento de Preços”.

Entretanto o Chrome em 2026 continua a ser o rei da compatibilidade, mas precisa de “mão firme”. Assim com estes ajustes, ficas com a melhor experiência de sincronização, sem sacrificares o desempenho da tua máquina.

Bruno Fonseca
Bruno Fonseca
Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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